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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

O que não pode faltar na creche

O que não pode faltar na creche Para que as turmas se desenvolvam plenamente, é preciso garantir que algumas experiências essenciais façam parte do dia-a-dia Descobrir novos sabores faz parte do aprendizado nesta fase Os primeiros três anos de vida do ser humano compõem um período muito especial de aprendizado. Ainda "recém-chegada", a criança está cheia de curiosidade e possui um enorme potencial para assimilar conteúdos bem diversificados. Para a psicóloga e psicopedagoga do Infans - Unidade de Atendimento ao Bebê Denise Argolo Estill, de São Paulo, nesse período "o mundo é algo a experimentar e conhecer por meio dos órgãos, dos sentidos e das ações corporais." Para isso, a garotada precisa de objetos concretos para agarrar, ouvir, alcançar com a boca, sentir com a pele. Ou seja: aprender. Ainda de acordo com Denise, nessa faixa etária, além de incentivar o uso do corpo para descobrir texturas, temperaturas, aromas e sabores, é essencial também estimular a linguagem verbal e a imitação. Tudo isso "entendo a necessidade de reproduzir gestos e falas e procurando valorizar a expressão individual de cada um", completa a estudiosa.

A agressividade pode ser também uma tentativa de chamar a atenção dos pais?

A agressividade pode ser também uma tentativa de chamar a atenção dos pais? Sim, essa também pode ser uma das possíveis causas das atitudes agressivas. "Podemos imaginar que os filhos têm um potinho que precisa ser cheio com carinho e atenção dos pais diariamente. Quando esse potinho estiver vazio, ela vai ficar triste e buscar outra forma de obter a atenção dos pais", diz a psicóloga Eliana de Barros Santos. Ela sugere que ao encontrar a criança, depois de um período separado, seja pelo trabalho ou por uma simples noite de sono, os pais se preocupem em encher o potinho com atenção verdadeira. "Você verá que a criança, satisfeita em sua necessidade, estará tranquila e somente voltará a requisitar sua atenção muito tempo depois, quando sentir seu potinho vazio. Em sua fome de atenção, ela precisa ser bem alimentada para se desenvolver saudável e tranquila. Lembrando sempre do potinho e cuidando dele, você vai perceber que agressividade, palavrão, birra, serão assuntos pouco lembrados em sua família", diz a psicóloga.

Como os pais devem agir quando veem seu filho envolvido em uma briga?

Como os pais devem agir quando veem seu filho envolvido em uma briga? Crianças pequenas brigam com frequência e os pais devem supervisionar de perto para orientá-los e ensiná-los sobre como se portar nessas situações, ensina a psicóloga Eliana de Barros Santos. "Se a criança bater em outra, interfira e separe os dois, mas lembre-se de não supervalorizar a briga. Console e atenda a criança que foi agredida para depois orientar o agressor dizendo que a atitude dele não foi boa e que provocou dor no colega", diz Eliana. Ela orienta que o mesmo deve ser feito se a briga for entre irmãos: "Fique atento para não ceder aos gritos do menor, por achar que ele é mais frágil, pois dessa forma você estará mostrando que a birra tem poder. Aja com justiça. Para crianças pequenas, até cerca de dois anos, é necessário ser incisivo e direto, dizendo em poucas palavras e de forma clara olhando em seus olhos: ‘Não bata! Quando bate, dói’"

Que outras situações podem despertar o comportamento agressivo dos pequenos?

Que outras situações podem despertar o comportamento agressivo dos pequenos? A agressividade também pode estar vinculada a situações que geram estresse na criança tais como luto, separação dos pais e a gravidez da mãe (que traz o medo de perder o afeto dos pais com a chegada do irmão mais novo). "Para lidar com a situação de forma tranquila é necessário tomar consciência do problema e acolher a criança em seus sentimentos de receio, medo, angústia. Para isto é preciso olhar para ela com cuidado e atenção, buscando ver além do gesto que a criança está utilizando para se fazer entender. Boas horas de intimidade e aconchego verdadeiro são os melhores remédios", afirma a psicóloga Eliana de Barros Santos.
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