CONSULTORIA PEDAGÓGICA 28 ANOS DEDICADOS A EDUCAÇÃO INFANTIL (51)81287449
consultoria
terça-feira, 21 de junho de 2016
CADERNOS DE ATIVIDADES ESTRELINHA DO SABER
ESTRELINHA DO SABER : Descrição dos Cadernos :Arquivo em JPG (pode ser redimensionado para qualquer tamanho no formato quadrado ou retângular Entrega e Prazo: Em até 5 dias úteis após a confirmação do pagamento, o arquivo personalizado será enviado por e-mail em alta resolução e pronto para ser impresso. Valor : R$30,00 cada caderno Em até 5 dias úteis após a confirmação do pagamento, o arquivo personalizado será enviado por e-mail em alta resolução e pronto para ser impresso;
terça-feira, 26 de abril de 2016
"A autoalienação tem início quando acreditamos em tudo, e o pior de tudo, sem questionar nada..."
Progresso tecnológico não significa necessáriamente progresso consciencial, nem uma melhor qualidade de vida, basta que se veja a degradação cada vez maior do meio ambiente em troca de uma insaciável fome por recursos para alimentar esse mesmo "progresso"...
Computação para Crianças
Computação para Crianças antes dos 3 anos de Idade?
Autor: Site de Dicas, Alberto Silva Filho [1]
Hoje, mais de que nunca, precisamos ficar atentos aos novos condicionamentos patológicos que a mídia despeja todos os dias dentro de nossas casas...
"A autoalienação tem início quando acreditamos em tudo, e o pior de tudo, sem questionar nada..."
Progresso tecnológico não significa necessáriamente progresso consciencial, nem uma melhor qualidade de vida, basta que se veja a degradação cada vez maior do meio ambiente em troca de uma insaciável fome por recursos para alimentar esse mesmo "progresso"...
Computação para Crianças
A criança se torna confiante quando recebe tarefas que podem ser realizadas...
O presente artigo foi baseado no resultado de um estudo realizado por pesquisadores em educação a pedido de três grandes corporações do ramo de Software nos Estados Unidos, entre 1998 e 2003. Elas são pioneiras no ramo do Software Educativo, embora algumas já nem existam mais.
Foram elas, Broderbund Software, Knowledge Adventure e Byron Preiss Multimedia.
E há atualmente uma forte onda oportunista cujo postulado é: "A criança de hoje é mais inteligente porque já nasce imersa num mundo de tecnologia de ponta." E para os defensores desse "projeto conceitual", inteligência se resume a saber teclar com desenvoltura mensagens nas redes sociais, assim como estar apto a navegar, mesmo que sem direção, em meio ao imenso acervo de informações que disponibiliza a Rede Mundial.
Por isso, os grandes fabricantes de utilitários eletrônicos, tais como Smartphones, Teblets, e outros, impedidos que foram de fazer publicidade diretamente dirigida ao público infantil, seu alvo da vez, agora apelam emocionalmente aos pais, na verdade uma forma indireta de alcançar seu alvo original.
Daí o apelo de que tecnologia nas mãos de crianças, na verdade dos bebês, é um caminho necessário para se criar uma nova geração de crianças prodígio. Precisamos ficar atentos a tudo isso, uma vez que novos estudos apontam exatamente o contrário. Agora já se sabe que informação virtual demais torna o sujeito de menos. Isto é, não precisamos mais pensar, nem refletir sobre um assunto qualquer, uma vez que se, alguém já fez isso antes, basta copiar e colar.
Resultado? Um jovem que perde aos poucos sua capacidade crítica, e ganha uma mente cada vez mais preguiçosa, apática, adepta da acomodação, partidário da lei do menor esforço, facilmente condicionável, um perigo para o seu próprio futuro existencial.
De qualquer modo, a presente matéria tem a intenção de mostrar que essa preocupação já existia há 15 anos atrás, por isso vale uma análise e reflexão.
Criança merece respeito...
De uma coisa já se sabe, crianças que nessa faixa etária, ou seja, abaixo dos três anos de idade, são levadas a estudar contra sua vontade, quase sempre desenvolvem uma forte aversão pelo estudo, e o pior de tudo, sua autoestima fica comprometida. É quase certo que no futuro venham a ter problemas sérios de personalidade, tais como insegurança e inconsistência em seus interrelacionamentos.
Profissionais e pesquisadores da área de educação, concordam agora que estas crianças melhor se desenvolvem quando não sofrem pressão e estão livres para explorar o mundo analógico ao seu modo. Então, como devemos nos comportar diante da recente enxurrada de softwares educacionais e brinquedos eletrônicos destinados ao público infantil de todas as faixas etárias, cuja promessa é revolucionar o modo tradicional de ensino, fazendo mesmo o papel de pais e educadores substitutos? Bom, antes de tudo, fique de olhos abertos!
Um promete ensinar números; outro, letras, cores, formas geométricas e partes do corpo humano, para crianças já a partir dos 6 meses de idade. Outro, de forma bizarra e irresponsável, garante que crianças entre 2 e 3 anos já são autossuficientes quando o assunto é manipular computadores, Smartphones e Gadgets de última geração, para entender letras, números, música e vocabulário, assim como compreender a vida, suas distorções e antagonismos. Enfim, garantem, são os gênios dos novos tempos, e já se mostram capazes de discernir sobre o que desejam para construir seu futuro, etc., etc.
Cuidados especiais e alerta...
Inicialmente, qualquer software para crianças de 6 meses é um completo absurdo, pois sequer são capazes de enxergar com distinção as coisas à sua volta. Ocorre que seu sistema sensorial ainda é carente de quase tudo, e agem primariamente, nessa fase, como legítimos autômatos, mas sem autonomia.
Isso quer dizer que, crianças nessa idade já sabem imitar, mas não sabem por que o fazem. Sabem reagir a estímulos, mas são incapazes de avaliar se são nocivos ou benéficos para sua formação cognitiva. Mas, já são capazes de criar vínculos de dependência emocional e psicológica, com sensações, pessoas e objetos.
Trata-se de uma fase crítica onde seu cérebro busca recursos para criar as primeiras sinapses que ligam as experiências sensoriais às suas respectivas origens. E nesse escopo se inclui o desejo por explorar para ver como as coisas funcionam. Por isso precisam interagir com humanos para aprenderem a se tornar humanos. Lembre-se, elas são humanas apenas virtualmente, em potencial, uma vez que ainda nada conhecem do mundo, das necessidades e dramas da vida em sociedade.
Isso elas aprenderão de outros humanos, e a qualidade de sua formação psicológica, inteligência, senso de moral e ética, vai depender da fonte de onde irão extrair esse conhecimento. Só um humano é capaz de ensinar outro humano a viver a experiência humana.
A criança precisa tocar, apalpar, aprender sobre o espaço e a consistência concreta de todas as coisas do seu entorno, tropeçar, sentir, experimentar as leis físicas de forma natural enquanto vasculha sua mesologia; aprender a pensar a partir da análise objetiva dos fatos, a discernir sobre o errado ou certo, sobre aquilo que acrescenta e sobre aquilo que representa um retrocesso existencial.
Por isso mesmo, asseguram os pesquisadores em educação, pelo menos os verdadeiros e sérios, que crianças nessa idade não precisam de computador, pois elas deverão trabalhar a sensibilidade e desenvolver suas habilidades naturais através de atividades que reforcem os sentidos; precisam do contato com as coisas concretas.
Mesmo as crianças na faixa etária entre 2 e 3 anos poderão ser prejudicadas, uma vez que deixarão de exercer atividades normais, essenciais para seu desenvolvimento físico e emocional. A partir disso poderão desenvolver, além de doenças próprias do Stress adulto e sedentarismo, dificuldades para relacionar-se com outras pessoas, carência emocional profunda, suscetibilidade às patologias depressivas, e uma evidente indiferença e falta de interesse para com as coisas e problemas do mundo real.
E tudo isso já podemos constatar entre nossos jovens, onde as psicopatologias, caracterizadas por um vazio interior e falta de lastro emocional para suportar as vicissitudes da vida já representam importantes obstáculos para um desenvolvimento psicossocial equilibrado. Daí os vícios, a falta de objetivos consistentes, a ausência da automotivação criativa, cujos desdobramentos negativos são óbvios. Mas, ainda temos tempo de impedir que o mesmo aconteça com os mais pequenos.
A Criança e o Software...
Entretanto, o software infantil pode ter seu espaço em casa, se for usado como processo complementar, e não como substituto para compensar outras carências. Deve ser visto como uma ferramenta lúdica e usado com moderação consciente. Mas "essa ferramenta" deve ser escolhida com muita cautela e critério técnico. Aqui não vale o que está escrito nas entrelinhas da propaganda ou marketing do produto, ao invés disso, procure por ajuda especializada, mas, escolha bem esse profissional. Prefira alguém sabidamente qualificado e que seja de sua inteira confiança.
Um aplicativo virtual não é capaz de substituir a autêntica abordagem cognitiva, afinal de contas, criança precisa interagir com outras crianças, aprender através dos pequenos conflitos, enfim, vivenciar dissabores e sabores e com isso criar um lastro consistente para ser capaz de enfrentar, mais tarde, os grandes e inevitáveis conflitos próprios da vida em comunhão.
Como ferramenta educacional, o software ou aplicativo deverá ser avaliado quanto aos supostos benefícios que irão proporcionar ao pequeno usuário. Uma criança sem nenhum repertório cognitivo é alvo fácil de manipulações, condicionamentos patológicos, e desenvolvimento de traumas, inconscientes e conscientes, difíceis de descartar depois. Por isso é preciso conhecimento técnico e acima de tudo bom senso na hora de fazer essa escolha.
Nem tudo que se apresenta como ferramenta didática é ferramenta didática. Na verdade são raros os casos onde essa afirmação é correta. No entanto, não são raros os engodos, a falsa publicidade, e até mesmo os estudos apresentados por especialistas patrocinados, cuja função é convencer pais, educadores, e até mesmo corpos docentes especializados, de que seu produto é atestado e eficaz.
Mesmo para uma criança maior, acima de 5 anos, a cautela deve ser a mesma. Primeiro aprender sobre o mundo real, convívio olho no olho, toque pessoal, problemas concretos, e aos poucos inserir a ferramenta cibernética, não como uma solução para todos os problemas, ou mesmo para compensar carências afetivas, mas apenas como o que realmente é, ou seja, um recurso facilitador para algumas tarefas. As vezes, se bem direcionado, de forma consciente, poderá ser usado como apoio para pesquisas verdadeiramente úteis e mais sérias.
Só não devemos sucumbir, sem duvidar, das campanhas publicitárias, que, ao elegerem as crianças como público alvo da vez, estão apenas tentando criar um novo nicho de mercado para distribuir seus produtos, muitas vezes lixos virtuais que, como instrumentos cognitivos, não servirão para absolutamente nada. Mas, para distrair e criar indivíduos dispostos a não pensar, serve.
Conclusão:
Uma ferramenta educacional virtual voltada para essa faixa etária, de fato, praticamente não existe, mas, como já foi dito antes, existem as falsas promessas. Não caia nessa, duvide de tudo, prefira o modo educativo tradicional, e depois de mais crescidos, avalie cada nova investida dessa indústria, suas novas abordagens, sua tática de guerrilha de criar falsas necessidades, falsos tutores pedagógicos virtuais, e o pior, com o apoio de muitos especialistas patrocinados.
Existe mesmo um mercado de especialistas, na verdade são grupos financiados pelos fabricantes de softwares, aplicativos e acessórios eletrônicos, cuja função é disseminar falsos e convenientes estudos que atestam, não apenas a qualidade dos seus produtos, como também demonstrando através de estatísticas fictícias o quanto são eficientes seus métodos pedagógicos, ou propostas didáticas.
Uma cognição se consolida a partir da autoexperimentação, não há outro meio. E em meio a tudo isso os aportes, inclusive os cibernéticos, são bem vindos, desde que usados com critério e bom senso; desde que realmente tenham valor, que demonstrem através de fatos seus benefícios.
Promessa, ou recurso didático algum será capaz de construir, ou injetar, um repertório cognitivo significante em uma criança, se ela não faz uso do insubstituível esforço pessoal, do contato presencial com as situações do dia a dia, sejam experiências desagradáveis ou agradáveis, afinal de contas, tudo isso faz parte do viver, viver não virtual.
Em tempo, para uma reflexão, eis a frase de um publicitário, antes de começar a elaborar uma nova campanha: "Precisamos convencer o comprador de que realmente ele precisa do novo produto, e o mais importante, fazê-lo crer que está fazendo essa escolha porque esta é sua vontade."
A Criança e a Autoestima
A Criança e a Autoestima
Autor: Jon Talber[1]
Um breve estudo que avalia os processos que irão atuar de forma negativa ou positiva na construção da autoestima infantil...
"Sem antes conhecer a si mesmo, torna-se impossível compreender os outros..."
A Criança e a Autoestima
O especialista em educação que não se tornou especialista na ciência da vida, é um tolo que se julga sábio...
Um processo autônomo, como o gesto de engatinhar, ficar em pé e eventualmente andar, ou aprender a pegar, segurar alguma coisa, nada disso requer inteligência, uma vez que são processos involuntários, naturais, do mesmo modo que o são, o olhar, o sentir cheiro, o escutar sem direito a escolha.
Já sabemos pegar nas coisas de berço, e com o tempo apenas vamos aperfeiçoar a técnica. E depois aprendemos a dar nomes aos objetos com os quais interagimos. E para nada disso é requerida a inteligência, pois trata-se de um mero gesto de repetição, imitação, assim como o faz um papagaio, que é capaz de reproduzir sons que se assemelham aos vocábulos humanos, mesmo sem saber o que significam.
Criatividade, quando a aplicamos no mundo psicológico, não significa o estar apto a repetir ou imitar, a decorar pantomimas para depois praticá-las como se fossem habilidades. Podemos ter ideias, mas isso na verdade reflete apenas uma diferente forma de se ver algo já existente. Nesse caso, é uma ideia anterior que ora segue modificada com aparência de nova. E assim também ocorre com nosso comportamento, que se parece coisa nova, quando na verdade apenas o veículo somático, que é nosso corpo, é novo, mas não os hábitos incorporados.
A insatisfação e satisfação, opostos de um mesmo estado, é a causa e o efeito de toda ação humana. É o que determina o que devemos ou não desejar, procurar obter, evitar. É o combustível que permite traçar nossos objetivos de vida. E a partir destes dois pontos equidistantes de uma mesma coisa, está centrada a incessante busca existencial do indivíduo, sendo também a base para a criação de todas as personalidades humanas.
E disso também resulta a maioria dos estados emocionais do homem. Tristezas e alegrias, melancolia e euforia, medo e coragem, falta de confiança e confiança em si mesmo. Também os motivos causadores de cada um destes estados estão associados ao desejo de se obter satisfação. Isso quer dizer, o fato de ser aceito, bem sucedido, bonito, capaz, idolatrado, desejado, ter poder, e até ser o preferido das divindades.
Compreender porque desejamos sempre mais do que exigem nossas necessidades, liberta a mente, o ego acumulador, da ânsia de fama e poder. Assim, ainda na infância, as expressões que identificam as frustrações banais próprias dos adultos, educadores involuntários e voluntários das crianças, não deveriam ser demonstradas explicitamente. Uma frustração adulta por qualquer motivo, que se torna coisa corriqueira, quando exortada diante de uma criança, sinaliza para a mesma que aquele comportamento é natural, que deve ser imitado.
E embora intelectualmente aquela criança ainda seja incapaz de compreender o que está acontecendo e associar às causas motivadoras daquele estado, no entanto, os efeitos emocionais ilustrados pela ansiedade, agitação, inquietação, intolerância e irritabilidade, estes são de compreensão e assimilação imediata.
Confiança em si mesmo é quando conseguimos enfrentar nossos próprios medos e limitações. É o sentir-se capaz de superar obstáculos que se apresentam como grandes problemas. Isso se consegue quando se têm automotivação, que é um sentimento de certeza interior. A certeza de que os problemas poderão ser superados não existe na mente de um medroso, onde lhe falta a confiança em si mesmo. Essa qualidade não é inata, mas produto de aprendizado, e é absorvido de pessoas que estão à sua volta, e na maioria das vezes tudo isso ocorre de forma involuntária.
Já se sabe que uma criança começa a compilar informações que farão parte do seu repertório cognitivo e consequente personalidade alguns meses antes do seu nascimento. E ainda no ventre da mãe, ela escuta, recebe doses de adrenalina e outros hormônios diante das variações comocionais da sua hospedeira; cria dependências, intolerâncias e tolerâncias somáticas por drogas, sejam elas medicamentosas ou não.
Nesse estágio pré-natal, ela também desenvolve antipatias ou simpatias por pessoas, orientada por timbres de voz e processos sonoros e a consequente resposta emocional da mãe. E tudo isso são assimilações, e mesmo que involuntárias, irão dar forma a traços importantes de sua personalidade, aquele recipiente gigante onde também está contido o seu temperamento.
E depois de nascida, uma criança que convive diariamente com lamentações, sentimentos de mágoa, ressentimentos e autovitimizações, jamais terá forças para enfrentar seus dilemas pessoais. Terá sua motivação e energia pessoal canalizada apenas para expressar os estados de apatia e as frustrações, que são os sintomas naturais daqueles que insistem em cultivar mágoas e desafetos.
Sentir-se-á ela incapaz de realizar qualquer coisa, exaurida, insegura por não se achar apta para nada, sequer para pensar com clareza. E quando adulta, acabará por repetir as lamúrias que lhe serviram de lastro cognitivo no passado. Desse modo, a autopiedade tornar-se-á seu mestre psicológico.
E sob o domínio dessa força assediadora, não terá forças para reagir diante de problemas. Tenderá a depender daqueles que resolvam tais questões para si. Criamos então mais um acomodado, conformado, preguiçoso pela incapacidade de vencer a si mesmo; amargo por tentar identificar sempre nos outros os motivos para suas frustrações e insucessos pessoais.
Do mesmo modo, quando se exige de uma criança a perfeição, acabamos por criar um individuo isolado do mundo, demasiado crítico, medroso de ser repreendido, cuja preocupação com a opinião alheia será mais relevante do que sua própria felicidade. Terá medo até dos próprios pensamentos, embora, na maioria dos casos, jamais descubra os motivos pelos quais age dessa forma.
Mostrar desde cedo, com clareza e cordialidade, sem exigências de impecabilidade, que os problemas poderão ser resolvidos, desde que enfrentados com a devida coragem. E isso quer dizer determinação, qualificação e a vontade de investigar motivada pela dúvida. Essa base prepara emocionalmente a criança para encarar com lucidez essas questões.
Do mesmo modo, é fundamental fazê-las compreender que os erros, longe de evidenciar fraqueza ou imperfeição, são os únicos guias para os acertos, sendo, portanto, uma das mais elevadas práticas cognitivas.
Assimilado tudo isso, se tornarão naturalmente mais tolerantes, mais flexíveis em seus julgamentos e planejamentos. E então seus temperamentos inatos poderão aflorar de forma saudável. E se antes poderiam atuar como fatores deformadores da personalidade, agora poderão se tornar aliados na potencialização dos seus traços positivos ou virtudes.
E, finalmente, devemos nos lembrar de repreender uma falha com orientação e esclarecimento, assim como os acertos com incentivo e dicas de qualificação. Lembrando que no processo de orientação, para que ela apreenda e tome gosto em dar atenção à informação que está recebendo, a paciência é um item insubstituível e inegociável. Do mesmo modo, um acerto não se incentiva com prendas ou elogios fáceis, mais com encorajamento, apreciação genuína, com exemplos e demonstrações claras e inequívocas de que aquilo tem algum valor.
As Frustrações Infantis
As Frustrações Infantis
Autores: Jon Talber e Ester Cartago[1]
As Frustrações Infantis. O que sabemos sobre o assunto e como lidar de forma inteligente com tão delicada questão?
"Para compreender a vida não se requer uma certa quantidade de energia, mas de toda disponível..."
As Frustrações Infantis
Diante de um Professor consciente há sempre um aluno presente...
Educador não deveria ser aquele que simplesmente se especializa na arte de instruir, que acaba por ensinar qualquer coisa. Pode ser um mau ou um bom hábito; a assimilação de uma mania, gesto involuntário ou voluntário, tudo isso é conhecimento.
Um instrutor normalmente faz isso, é ele, um multiplicador do conhecimento. Pode ser uma simples experiência pessoal ou uma tradição milenar que se replica, e ambas, em forma de instruções, irão fazer parte do acervo cognitivo de um indivíduo.
Um livro pode se tornar um eficaz educador, assim como um mito, uma crença, um tabu, uma propaganda que pretenda criar novos hábitos de consumo ou novos estilos de comportamento, e a tudo isso, podemos chamar de instrutores. Se aquilo que se prestam a ensinar é coisa inútil ou útil, isso é outra história, o que não anula seu papel de preceptor ou professor. A maioria dos “educadores” do mundo poderiam se enquadrar nessa categoria.
Quando observamos o viver da humanidade, suas formas de convívio social, angústias coletivas e individuais, as causas de suas ansiedades, seus medos, suas vaidades e ganâncias, coisas que fazem parte da sua extensa cadeia de problemas existenciais, não há como negar que tudo isso também faz parte do seu conhecimento acumulado. E os novos moradores do planeta, que somos nós, acabamos por herdar dos nossos ancestrais, sem direito a escolha, toda essa colcha de retalhos mal costurados, num ciclo sempre repetitivo, desde as primeiras gerações.
E como este conhecimento formata, dá origem ao conteúdo da mente dos novos inquilinos, criando suas personalidades, que por sua vez formam, constituem a massa dessa humanidade, podemos afirmar que a mentalidade do mundo é o nosso principal agente cognitivo. Ela se manifesta através de nós, seu pensamento é nosso pensamento, suas necessidades são também as nossas, assim como seus objetivos existenciais, e tudo o mais.
E o mundo repassa então seu conhecimento para seus filhos. E se esse mundo não caminha em nenhuma direção coerente, também esse será nosso destino. E através de nós, seu pensamento se transforma em ação. E através de nós seu pensamento poderá permanecer inalterado, ou talvez, ser reciclado.
E eis que surgem os nossos filhos, os adultos do futuro, cujas mentes são como livros com folhas em branco; folhas nas quais podemos escrever qualquer coisa, até nossas frustrações e medos mais inconscientes. Também nossos desejos e vaidades, nossos desafetos e afetos, enfim, muitos traços de nossa personalidade. Eles não podem evitar que isso se cumpra, mas, como educadores ou pais, se estivermos cientes desse fato, talvez possamos mudar a qualidade dessa escrita.
A sensação de não se ter um desejo realizado, um resultado idealizado e planejado diferente daquele esperado, disso resulta o sentimento que conhecemos como frustração. Claro que crianças, pelo menos as pequenas, ainda não sabem o que isso significa, não conhecem as causas capazes de despertar tal sensação.
E embora o sentimento de frustração seja coisa inata do temperamento involuntário de cada um e necessária ao instinto de sobrevivência, em nós, seres racionais e civilizados, isso acaba por se manifestar com uma proposta bem diferente da original. O sentimento de frustração, como traço instintivo, serve para nos alertar dos perigos, das dissonâncias que põem em risco nossa integridade física. Isso nos faz chorar quando estamos com fome ou em apuros, no berço, longe dos braços de nossa mãe, chamando-a para nos socorrer, e assim por diante.
Embora a frustração seja um estado natural, inato, um atributo necessário à sobrevivência animal, há outra variedade, e esta foi criada por nós. Surge quase sempre quando as muitas expectativas criadas pelo nosso pensamento acabam por encontrar obstáculos difíceis de superar à sua frente. Isso pode ter como motivação problemas sérios, ou caprichos dos mais simples e estúpidos.
Esta “frustração” virtual ele, o adulto, cria e repassa para seus filhos e educandos. Esta frustração, ele primeiramente apreende, absorve, dos seus ancestrais, e depois de praticar em si mesmo, dá de presente para seus descendentes. E assim tem sido ao longo das eras. Se isso vai continuar indefinidamente, apenas nós, como multiplicadores de tradições, manias, costumes e personalidades, podemos decidir.
Perceber que a coisa ocorre desse modo, isso é o despertar da inteligência. Só podemos ensinar se nos tornarmos inteligentes, ou então seremos apenas “instrutores” ou multiplicadores das deformações, perturbações, da pedagogia patológica que já existe em nosso mundo. Ensinar a ser inteligente não é a mesma coisa que ensinar a repetir aquilo que já praticamos. Inteligência começa com questionamentos, com o princípio da descrença, onde tudo deve ser investigado, examinado, avaliado, com liberdade, sem medo de repressões, sem exceções.
Só uma mente que admite não saber é capaz de aprender. Só uma mente que não sabe, que duvida até de si mesmo, pode se tornar inteligente. E a inteligência começa com o princípio da auto-organização, que conduz à autodisciplina e a autocognição, e tudo isso requer liberdade de pensamento.
E essa liberdade é fundamental. Sem ela não há chance alguma de progresso psicológico. As tradições, com seus tabus e dogmas, com as incontáveis doutrinas que são nossas condicionantes, estas, não permitirão mudanças, iniciativas que possam colocar em risco seu despotismo. Precisamos estar livres para pensar, divergir, duvidar. Dessa liberdade nascerá a verdadeira disciplina, que é o caminho natural para a organização.
Criamos o mundo; somos a imagem do mundo com suas deformações, e a menos que se promova uma mudança no rumo do nosso padrão de pensamento, jamais harmonia e bom senso farão parte dos nossos dias. E não adianta nos enganarmos, pois a lógica é bastante simples, uma mente deformada só é capaz de criar ainda mais deformação, nunca o inverso.
Assinar:
Postagens (Atom)





