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sábado, 27 de dezembro de 2014

Pré-escola particular: como escolher

Como escolher a creche ou pré-escola particular ideal para o seu filho? O que a escola para crianças de até 6 anos deve ter? A que você escolheu está mesmo fazendo o melhor por seu filho? Tudo sobre Primeira Infância Como contribuir para essa importante fase de formação da criança Desde a década de 1980, o avanço das tecnologias de mapeamento cerebral confirmou a espantosa velocidade de formação de neurônios nesse período da vida, bem como a imensa plasticidade do cérebro, ou seja, sua capacidade de se modificar à medida que novos conteúdos são absorvidos. "Trata-se de um período crucial, no qual se formam mais de 90% das conexões cerebrais graças à interação com os estímulos do ambiente", afirma João Augusto Figueiró, médico e psicoterapeuta do Hospital das Clínicas e presidente do Instituto Zero a Seis, em São Paulo. Não à toa, pesquisas mostram que crianças que frequentam uma pré-escola estimulante costumam se tornar melhores estudantes. É o que assegura a pesquisadora inglesa Brenda Taggart, que desde 1997 estuda o impacto da formação infantil. Em comparação com as que não foram matriculadas na pré-escola ou que frequentaram escolas inadequadas, elas se revelaram mais cooperativas, independentes e sociáveis, além de apresentar desempenho escolar satisfatório. "A passagem por escolas infantis competentes tem influência a curto, médio e longo prazo", afirma. Mas atenção: o objetivo da educação infantil não é antecipar etapas. Antes de começar as visitas a escolas candidatas, deve-se ter em mente que uma criança com menos de 6 anos precisa brincar, investigar e explorar o ambiente ao seu redor. Por isso, tentativas de iniciar muito cedo a alfabetização são vistas com reservas: é necessário cuidado para não atropelar etapas e lembrar que cada uma tem seu ritmo. A brincadeira desempenha papel decisivo. É por meio dela que o pequeno compreende como funciona o mundo real. "O desafio atual das escolas é trazer para o centro das suas reflexões o confronto entre as crianças reais, e não aquelas das teorias, e as propostas curriculares", explica a antropóloga e educadora Adriana Friedmann, de São Paulo. Para entender o que isso significa, basta recuperar uma imagem da infância. Enquanto nas gerações passadas aprendia-se a ler textos distantes do dia a dia, com frases como "vovô viu a uva", e sentava-se em carteiras rígidas, hoje as crianças brincam com as letras e trabalham histórias e lendas com liberdade.

O que fazer com os filhos nas férias?

Ele pode continuar aprendendo longe da escola e, o que é mais importante, estreitar laços afetivos que ficam um pouco esquecidos na correria do período letivo. As férias se aproximam e os pais já começam a se desesperar: o que fazer com tanto tempo livre? Mesmo que você não esteja de férias também, é possível separar um tempo para brincar mais com seu filho. Esse momento, que parece tão simples, tem um valor incalculável para o crescimento saudável da criança e pode ser vivido com mais intensidade quando a agenda dos pequenos não está atribulada. "Os momentos de interação e integração com a família tornam a criança muito mais confiante", assegura a arte-educadora Fátima Balthazar, que é assessora pedagógica do Sistema Educacional Família Escola de Curitiba (PR). Procure experiências de qualidade que podem ser compartilhadas em família, com direito a aprendizado e descobertas. "A família que gosta de cozinhar pode pesquisar junta de onde veio o macarrão e por que o queijo derrete", exemplifica a publicitária Roberta Landmann, de São Paulo, que desenvolve com psicólogos e educadores uma linha de kits de atividades para pais e filhos. Esse tipo de atividade é prazerosa para os pais, educativa para os filhos e divertida para ambos - desde que se reserve um tempo para isso.

domingo, 21 de dezembro de 2014

O livro encantado dos irmãos Grimm

Em 2012, comemorou-se 200 anos da publicação de Contos maravilhosos infantis e domésticos dos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm. Depois de tanto tempo, as histórias da dupla continuam seduzindo crianças no mundo todo e são parte do imaginário infant Educar Você conhece a história original de Branca de Neve? Você conhece a história original de Branca de Neve? Era uma vez dois irmãos que adoravam uma boa história, principalmente aquelas que, de boca em boca, atravessavam gerações, traduziam desejos e emoções e tocavam a alma das pessoas. Para que essas narrativas não fossem apagadas pelo tempo (ou por alguma bruxa má), eles resolveram reuni-las em um livro. Foi assim que, em dezembro de 1812, os irmãos Jacob (1785-1863) e Wilhelm Grimm (1786-1859) publicaram a primeira versão de Contos maravilhosos infantis e domésticos. Em 86 narrativas, desfilavam princesas, reis, bruxas, animais falantes, duendes e outras criaturas fantásticas. Colhidos no estado de Hessen, onde os irmãos nasceram, esses primeiros relatos traziam a magia, o humor e o encantamento típicos dos contos de fadas, mas também doses espantosas de crueldade, violência e pulsão sexual. Enquanto Jacob, o irmão mais velho e mentor do projeto, tinha em mente a função acadêmica que a coletânea poderia alcançar, Wilhelm focava os jovens leitores e tinha uma preocupação estética e estilística ao transcrever os contos. Ainda assim, a intenção da dupla era criar um registro que ajudasse a preservar a tradição alemã e, por isso, procurava manter intacto o cerne de cada relato. No entanto, o sucesso que o livro acabou alcançando entre as crianças fez com que os irmãos passassem a adequar as narrativas ao público infantil nas várias edições que vieram em seguida. Três anos depois do primeiro livro, os Grimm lançaram um segundo volume com 72 novos contos. Depois, em 1822, publicaram uma edição consolidada que totalizava 156 histórias. A busca pelo aperfeiçoamento do trabalho foi intensa nos anos seguintes. Eles reescreveram, revisaram e padronizaram as histórias. Também completaram trechos fragmentados e suavizaram contradições. Além disso, a cada edição, novas narrativas eram acrescentadas e outras, excluídas. De um modo geral, os irmãos abrandaram a violência e a sexualidade dos personagens, amenizaram trechos moralmente controversos e atenuaram a crueza das histórias. Wilhelm, principalmente, com sua natureza romântica, foi acrescentando um pouco mais de calor e encantamento aos textos. Assim, a dupla começou a construir a história do próprio conto de fadas, o gênero se consolidou e ficou associado aos Grimm para sempre. No total, os irmãos Grimm publicaram 17 versões de Contos maravilhosos infantis e domésticos. A última delas, de 1857, trazia 211 narrativas, do total de 240 coletadas. Talvez por abrigar inúmeros seres encantados, nenhuma outra obra disseminou tanta magia nesses duzentos anos. As histórias dos Grimm viraram filmes, desenhos animados, peças de teatro, histórias em quadrinhos. Estão na internet, nos videogames, em parques de diversão. São fonte de inspiração para artistas plásticos, estilistas, roteiristas, escritores, poetas, músicos. E o mais importante: se tornaram parte preciosa do imaginário infantil e adulto. Do outro lado do espelho Muita coisa mudou nos contos de Grimm desde a primeira publicação em 1812. Os próprios irmãos reescreveram várias narrativas. Outras foram ganhando novas interpretações com o passar do tempo. Em alguns casos, as versões que se tornaram mais populares são bem diferentes da história original: Branca de Neve Chapeuzinho Vermelho O príncipe sapo Rapunzel A Gata Borralheira Você sabia que... Conteúdo relacionado: O lado obscuro dos contos de fadas Conheça a origem das bruxas Clássicos da Literatura Infantil Sua vida tem folclore? 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Priorizar a Educação Infantil

Priorizar a Educação Infantil é construir uma vida melhor.A dedicação necessária à esta primeira etapa da educação, entretanto, por muito tempo não se refletia na prática. Havia muita distorção do entendimento da pré-escola, pois se entendia como uma fase de preparação para o ensino fundamental, quando, na verdade, é uma etapa na qual o desenvolvimento da criança é abordado de maneira diferenciada. A importância da pré-escola vai muito além do processo de alfabetização das crianças, e a creche não pode ser tratada e vista apenas como local seguro para as mães deixarem seus filhos. Intrinsecamente, as creches devem ser espaços educativos que proporcionem totais condições para que a criança desenvolva suas capacidades motora, sensorial, afetiva e social. Há um grande avanço científico no que se refere ao processo de formação das competências e habilidades pessoais, conhecidas como cognitivas (raciocínio, lógico, inteligência) e emocionais (motivação, auto-estima, disciplina). Sabe-se hoje que tanto o ambiente (escolas) quanto os genes atuam na formação das habilidades. De acordo com análise de especialistas, as pessoas que perdem a oportunidade de desenvolver determinadas habilidades quando crianças ficam em desvantagem, o que dificulta equipará-las às que tiveram atenção devida no momento certo. Se por um lado a ciência tem comprovado a importância da educação e dos cuidados de qualidade durante os primeiros anos de uma criança para seu sucesso na escola e na vida, com as avaliações quantitativas a situação não é diferente. Há diversos estudos nacionais e internacionais que mostram que crianças que freqüentam a educação pré-escolar apresentam níveis superiores de aprendizagem, instrução e desenvolvimento do que aquelas que não receberam atendimento pré-escolar.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Valorize o esforço do seu filho

Você já percebeu que damos mais valor para nossas vitórias na medida em que elas exigem esforço e dedicação? Mostre a seu filho que o esforço traz recompensas! Uma pesquisa mostrou que o sucesso profissional de alguém depende de como essa pessoa encara características como inteligência e criatividade. Foi a conclusão da renomada psicóloga Carol S. Dweck, da Universidade de Stanford. Se acreditamos que cada um nasce com uma quantidade fixa de inteligência e criatividade, o fracasso nada mais é do que a constatação de que não temos esse talento. Esse comportamento faz com que as pessoas evitem desafios (para continuar parecendo inteligentes), se acomodem e não lidem bem com críticas e erros. Se, ao contrário, acreditamos que inteligência e criatividade podem ser desenvolvidas a partir do esforço, cada desafio será abraçado como uma chance de aprender coisas novas e o fracasso nada mais será do que um indicativo de se estar mais próximo do sucesso. “A convicção de que é possível desenvolver as qualidades desejadas cria uma paixão pelo aprendizado. Por que buscar o que já é sabido e provado, em vez de experiências que o farão desenvolver-se?”, escreveu a pesquisadora no livro “Por que algumas pessoas fazem sucesso e outras não” (Editora Fontanar). Elogie o esforço do seu filho mesmo que ele não obtenha sucesso em algo. Se perder uma competição, por exemplo, conversem para descobrir os motivos da derrota e encoraje-o, explicando que na próxima vez ele estará mais preparado, se continuar treinando e se esforçando. Cuidado com frases do tipo “como você é inteligente! Tirou dez e nem estudou!”. Apesar de parecer um elogio, a criança entende que quem não se esforça é inteligente. “O ideal é valorizar o esforço, independente do resultado”, diz Andrea Ramal. “Reconheça o trabalho. Assim você ajudará seu filho a desenvolver uma mentalidade de autossuperação, a ter persistência e não desistir quando as coisas não forem bem”, completa.