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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Texturas e Sensações

Projeto: Texturas e Sensações Participantes: Educação Infantil Justificativa: Nos primeiros anos de vida, as crianças estão imersas no universo das imagens. Começam a perceber que podem agir sobre papéis ou telas provocando mudanças e produzindo algo para ser visto. O projeto, “Texturas e Sensações”, parte do princípio que, através da exploração de diferentes materiais os pequenos ampliam a capacidade de expressão e o conhecimento do mundo. Objetivo Geral: Trabalhar a motricidade fina a partir da exploração de diferentes materiais. Objetivos Específicos: Desenvolver a imaginação e criatividade; Explorar diferentes materiais; Estimular a percepção visual; Perceber o tato; Despertar o gosto pela arte; Técnicas a serem utilizadas no decorrer do projeto: Colagem de algodão; Colagem de lã; Colagem com folhas; Colagem com areia colorida; Colagem com retalhos de E.V.A; Colagem com retalhos de E.V.A texturizado; Amassado e colagem de crepom; Desenho na lixa; Desenho com carvão; Pintura com cola gliter no celofane; Pintura com plasticor no jornal; Pintura no plástico bolha; Pintura com esponja; Pintura em tela; Pintura com têmpera, cola e areia; Avaliação: No decorrer das atividades, será observado o desenvolvimento motor como também a concentração dos alunos. Culminância: Confeccionar um álbum com todos os trabalhos realizados durante o projeto.

sábado, 15 de novembro de 2014

AS DIFICULDADES ENCONTRADAS NO AMBIENTE ESCOLAR PARA A INCLUSÃO.

A educação especial diz respeito a atendimento específico de pessoas portadoras de necessidades em instituições especializada; A educação inclusiva tem por objetivo inserir portadores e não portadores de necessidades especiais em salas de aula de escolas comuns. A inclusão escolar surgiu com a "Declaração de Salamanca" na década de 90, com a ideia de romper paradigmas educacionais existente na época. Após tantos anos de segregação e isolamento hoje essas pessoas são reconhecidas como cidadãos. A inclusão escolar está diretamente relacionada com ações políticas, pedagógicas, cultural e social, esse movimento junto torna possível a interação de crianças com necessidades especiais junto com as crianças sem necessidades especiais convivendo no mesmo ambiente escolar, aprendendo e respeitando as diferenças. Para que a inclusão seja de fato efetivada é necessário que os sistemas educacionais quebrem paradigmas. "Segundo Moreno (2009), os sistemas educacionais concentra a educação no aprendiz, na qual favorece parte desses alunos levando em consideração seu potencial." A educação inclusiva tem como um de seus princípios a valorização da diversidade, respeito aquele que é diferente e não inferior: O princípio fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade humana. Quando a educação inclusiva é totalmente abraçada, nós abandonamos a idéia de que as crianças devem se tornar normais para contribuir para o mundo (KUNC, 1992 apud CÂNDIDO, 2009). As deficiências não impedem a participação e contribuição dessas crianças na sociedade, sabe-se que elas podem ser parte ativa da sociedade e agente participativo em seu próprio desenvolvimento. As dificuldades encontradas nos ambientes escolares vão desde as péssimas condições das estruturas físicas das instituições, sabe-se que essas escolas foram construídas para uma sociedade cheia de barreiras de preconceitos o que dificulta fazer adaptações necessárias. A falta de formação dos professores também tem sido fator que dificulta a aprendizagem e adaptação das crianças com necessidades especiais nas escolas comuns, além do que são poucos os docentes que atuam nessa área da educação e muitos não querem trabalhar com crianças deficientes alguns por medo, receio, preconceito, falta de entusiasmo, baixos salários, além disso, os professores que estão na sala de aula não foram preparados para realizar esse tipo de atividade, o que os coloca em posição desconfortável e consequentemente prejudica o processo de inclusão escolar e de aprendizagem dos alunos, eles foram formados em um momento em que não havia esperança para essas pessoas, elas estavam as margens social.

DEFINIÇÕES DE AUTISMO

"AUTISMO, s. m. (med.) Estado mental patológico, em que individuo tende a encerrar-se em si mesmo alheando-se ao mundo exterior." (FERNANDES, 1965, p.143) Autismo deriva do grego: autos, que significa em si mesmo. A palavra autismo foi usada pela primeira vez em 1943 pelo Dr. Leo Kanner, psiquiatra infantil americano que notou em sua atuação profissional um grupo de crianças que se destacava das demais por duas características básicas: forte resistência a mudanças e incapacidade de se relacionar com pessoas, sempre voltadas para si. O DSM IV (2002) define o transtorno Autista como a presença de um desenvolvimento comprometido ou acentuadamente anormal da interação social e da comunicação e um repertório muito restrito de atividades e interesses. As manifestações do transtorno podem variar muito, dependendo do nível de desenvolvimento e da idade cronológica do indivíduo. 2. CAUSAS Até hoje não se sabe exatamente quais são as causas do autismo, mas estudiosos chegaram a algumas conclusões de fatores que podem ser podem ser predeterminantes da anomalia. Santos (2008) destaca alguns deles: rubéola materna, fenilcetonúria não tratada, encefalite, meningite, tuberosclerose, exposição química, desbalanceamento químico durante o desenvolvimento da criança e predisposição genética. Porem já foi estudado grupo de gestantes de risco no qual nasceu crianças sadias e grupo de gestantes saudáveis onde ocorreu nascimento de crianças autistas. No entanto, permanece sem explicação para as causas do autismo.

O AUTISTA NO CONTEXTO ESCOLAR

Devido à grande carência de qualificação profissional para o diagnóstico e atendimento à criança autista, a escola padece ao recepcionar este aluno. "A escola recebe uma criança com dificuldades em se relacionar, seguir regras sociais e se adaptar ao novo ambiente. Esse comportamento é logo confundido com falta de educação e limite. E por falta de conhecimento, alguns profissionais da educação não sabem reconhecer e identificar as características de um autista, principalmente os de alto funcionamento, com grau baixo de comprometimento. Os profissionais da educação não são preparados para lidar com crianças autistas e a escassez de bibliografias apropriadas dificulta o acesso à informação na área." (Santos, 2008, p. 9) Santos (2008) afirma que a escola tem um papel importante na investigação diagnóstica, uma vez que é o primeiro lugar de interação social da criança separada de seus familiares. É onde a criança vai ter maior dificuldade em se adaptar às regras sociais, o que é muito difícil para um autista. Visto que existem diversos tipos de autismo, suas características podem variar de acordo com essa variedade e consequentemente o processo de aprendizagem, então há a necessidade de adequação do trabalho pedagógico para aluno. Como menciona Santos (2008), os autistas do tipo Aspergers, por exemplo, falam perfeitamente bem, até sem erros; mas eles têm dificuldade de usar a linguagem como meio de contato social, os obstáculos para a comunicação são sua indisposição ao contato e o foco de interesse restrito. "O nível de desenvolvimento da aprendizagem do autista geralmente é lento e gradativo, portanto, caberá ao professor adequar o seu sistema de comunicação a cada aluno." (Santos, 2008, p. 30) Cabe também ao educador adaptar e preparar os demais os alunos para a melhor inclusão do autista no contexto escolar. "É de responsabilidade do professor a atenção especial e a sensibilização dos alunos e dos envolvidos para saberem quem são e como se comportam esses alunos autistas." (Santos, 2008, p.30) Ana Maria Tarcitano dos Santos (2008) ainda alerta que o autista pode apresentar uma reação violenta ao ser submetido ao excesso de pressão, no entanto se o programa de aprendizagem esta sendo positivo ou se há necessidade de realizar alguma mudança. É utilizado no Brasil um método de ensino com o objetivo de atender as necessidades do autista utilizando as melhores abordagens e métodos disponíveis, é o método TEACCH. Este é um grande aliado do educador que busca eficiência e eficácia no processo de aprendizagem de seu aluno autista, pois trabalha com o autista e toda a sociedade que o envolve. "No Brasil é muito utilizado o método de ensino TEACCH, que foi desenvolvido no início de 1970 pelo Dr. Eric Schopler e colaboradores, na Universidade da Carolina do Norte." (Santos, 2008, p.31) Faz necessário que o educador tenha demasiada paciência e compreensão para com o aluno autista para que ele consiga aprender, pois ela pode apresentar um olhar distante e não atender ao chamado e até mesmo demorar muito para aprender determinada lição. Mas nada disso acontece porque a criança é desinteressada e sim porque o autismo compromete e retarda o processo de aprendizagem, ela precisa de muito elogio, motivação e carinho para desenvolver sua inteligência. "É importante a continuidade do ensino para uma criança autista, para que se torne menos dependente, mesmo que isto envolva várias tentativas, e ela não consiga aprender. É preciso atender prontamente toda vez que a criança autista solicitar e tentar o diálogo, a interação, Quando ocorrer de chamar uma criança autista e ela não atender, é necessário ir até ela, pegar sua mão e levá-la para fazer o que foi solicitado. Toda vez que a criança conseguir realizar uma tarefa, ou falar uma palavra, ou enfim, mostrar progresso, é prudente reforçar com elogios. Quando se deseja que a criança olhe para o professor, segura-se delicadamente o rosto dela, direcionando-o para o rosto do professor. Pode-se falar com a criança, mesmo que seu olhar esteja distante, tendo como meta um desenvolvimento de uma relação baseada em controle, segurança, confiança e amor." (Santos, 2008, p.31 e 32)

domingo, 9 de novembro de 2014

A QUEBRA DE PARADIGMAS PARA INCLUSÃO NO AMBIENTE ESCOLAR

A inclusão por si só é uma forma de romper com os paradigmas educacionais que marcavam a sociedade no passado, nos dias atuais sabe-se que as crianças com necessidades possuem e desenvolvem capacidade tanto quando as crianças sem necessidades, além do que ainda desenvolvem muitas outras habilidades para compensar as inexistentes e dessa forma podem contribuir para seu desenvolvimento pessoal e social. A sociedade brasileira ainda tem marcas profundas de desigualdade e preconceitos, com as novas políticas de inserção de pessoas com necessidades especiais, agora essas pessoas podem conviver e ter acesso aos bens e serviços que é de direito de todos os cidadãos brasileiros. Para incluir é necessário romper com os preconceitos criados pelas sociedades, para trabalhar com um objetivo de ter uma sociedade mais justa na qual os professores não tenham medo do novo, dando-lhes formação adequada para que se sintam seguros em sala de aula e possam passar um os conteúdos com qualidade. Melhorar o pensamento das crianças em relação ao colega que é diferente, ensinando-os a respeitá-los, pois muitas crianças chegam às escolas cheias de preconceitos, a própria sociedade precisa passar por reformas em sua forma de ver o próximo e esse é um longo caminho a ser percorrido para que as novas gerações tenham êxito na convivência com as diferenças, trabalhando o pensamento das crianças de hoje, elas serão os cidadãos de amanhã. A família precisa fazer parte desse processo, o amparo e compreensão familiar são imprescindíveis para a inclusão educacional e social, primeiramente é preciso que as famílias aceitem suas crianças, rompendo com o preconceito de que elas são dependentes para tudo, por outro lado, muitos pais superprotegem seus filhos não os levam para a escola na tentativa de não fazê-los sofrer.

A Contribuição do Pedagogo Empresarial para o Desenvolvimento do Capital Humano nas Organizações

RESUMO: O presente trabalho pretende problematizar a contribuição do pedagogo empresarial no processo educativo no âmbito organizacional, sempre focado no incentivo de capacidades criativas por parte dos colaboradores, que precisam acompanhar a dinâmica das mudanças empresariais e para isso, precisam aprender a empreender . As mudanças no cenário das organizações, em plena era do conhecimento, tem influenciado o comportamento dos profissionais que precisam buscar o desenvolvimento de capacidades, agilidades e criatividades para melhor desempenhar as suas atividades na área em que atuam. É premente a adaptação às mudanças, a inovação e a tomada de decisões estratégias devem fazer parte da dinâmica das organizações. E estas, precisam estabelecer processos empreendedores que favorecerão o seu crescimento no mercado globalizado. Para isso, precisam investir na formação continuada de seus profissionais de forma a impulsioná-los a garantir a apropriação de conhecimentos e práticas voltadas a potencializar o capital humano na empresa. Chiavenato, ressalta que "o capital humano é o patrimônio inestimável que uma organização pode reunir para alcançar a competitividade e o sucesso". (2008:p.53) Compreende-se então, que o treinamento e a educação profissional, tem como finalidade melhorar o desenvolvimento do potencial humano na empresa. Nessa perspectiva, com o aperfeiçoamento das habilidades e conhecimentos dos funcionários sobre as atividades exercidas no meio organizacional, haverá ganhos significativos, não apenas para o colaborador, mas para a empresa, que fortalecerá a conquista de suas metas e objetivos. De acordo com Chiavenato "O treinamento é uma maneira eficaz de delegar valor às pessoas, à organização e aos clientes. Ele enriquece o patrimônio humano das organizações". (1999, p. 294) Enquanto que Ribeiro, evidencia que: tanto a educação como o treinamento constituem-se como processos intercomplementares (nunca excludentes) cujo objetivos buscam muito mais do que acumular técnicas ou conhecimentos, mas, acima de tudo, promover mudanças de atitudes mais amplas (que ultrapassam os limites do ambiente de trabalho). (2008: p.65) Em meio a constante aprendizagem no meio organizacional, surge o pedagogo empresarial, que aparece como o condutor dos processos relacionados à construção do saber prático e da educação como veículo do desenvolvimento humano e social, a ser empregado no cotidiano das organizações. Portanto, ele será o formador de opiniões, voltado à valorização do ser, imbuído de percepções que motivará o colaborador a aprender e empreender no contexto das suas ações laborais. O pedagogo empresarial, vai além da compreensão de aspectos teóricos, favorece o rompimento de paradigmas, e desse modo propicia ao colaborador na empresa, ultrapassar seus próprios limites, a partir do exercício de suas capacidades. Ribeiro, destaca que cabe ao pedagogo empresarial desenvolver uma sensibilidade e capacidade perceptiva para apreender a aprender em que medida estes traços culturais subjazem às atividades de treinamento e, ainda, como minimizar o impacto destes nos comportamentos dos treinandos e instrutores, buscando alternativas de controle mais precisas sobre expectativas e demandas nos diferentes setores organizacionais. (2008: p.87) Percebe-se, que o treinamento favorece ao colaborador o uso das suas potencialidades, que neste caso, o pedagogo empresarial, atuará na geração de incentivos oportunos ao desenvolvimento das capacidades criativas dos profissionais no âmbito da empresa. Robbins destaca que a valorização do treinamento nas organizações foi motivado pela: "competição intensificada, as mudanças tecnológicas e a busca de aumento da produtividade que estão aumentando as demandas de qualificação dos funcionários". (2002 , p. 241) Assim, entende-se que, para o desenvolvimento de treinamentos na empresa, se faz necessário levantar-se as prioridades necessárias, verificadas a partir de diagnósticos aplicados no âmbito da gestão empresarial. É nessa realidade, que se estabelece a sensibilidade do pedagogo empresarial, em captar os níveis de exigências no meio corporativo para o desencadeamento de estratégias que visem atender ao profissional no que é pertinente as suas demandas, compatibilizando com as expectativas da organização. O pedagogo poderá promover ações multidisciplinares nas diversas áreas da empresa, articulando as pessoas e estimulando a gestão de conhecimentos para a formação de cidadãos ativos e dinâmicos que são essencialmente significativos para o fomento de processos empreendedores no contexto organizacional. Destaca-se que atualmente, a gestão do conhecimento representa o maior capital da organização e desse modo é oportuno que seja valorizado como ferramenta para a formulação de cenários empreendedores que propiciem a implementação de mudanças estratégicas. Observa-se portanto, que a realização de orientações e treinamentos, motivam o colaborador a aprender mais sobre as suas atividades, e que desse modo, passa a enxergar que os novos conhecimentos, favorecerão seu crescimento pessoal, profissional e implicará em resultados proveitosos no que se refere aos rumos da organização.

sábado, 8 de novembro de 2014

Meus Endereços Eletrônicos

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Meus Endereços Eletrônicos

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

AÇÕES QUE POSSIBILITAM A INCLUSÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS NO COTIDIANO ESCOLAR.

Dentro do cotidiano escolar a criatividade e bom senso dos professores é uma das principais armas para o ensino-aprendizagem das crianças de crianças especiais e para isso algumas ações pedagógicas são necessárias nesse processo. Em casos de alunos superdotados é certo de que chegará um momento em que os professores não terão mais conteúdo para repassar para esses alunos, em nosso país como se sabe o nível intelectual é muito baixo e com isso esses alunos ficariam a deriva com a falta de conhecimento mais avançados. Conforme Silveira e Nascimento (2011, p.132) As crianças superdotadas precisam "[...] é da valorização e do incentivo de sua potencialidade para que se possa ter o desenvolvimento pleno de sua capacidade." Segundo as diretrizes básicas traçadas pelo ministério de Educação- MEC, no Brasil, as alternativas utilizadas são: enriquecimento curricular e aceleração, ou as duas combinadas. Tanto uma quanto a outra devem estar de acordo com as características da escola e adequadas à realidade do aluno. (SILVEIRA; NASCIMENTO, 2011, p.133). A escola deve se basear na LDB 9.394/96 e fazer as adaptações para não limitar os alunos com grandes capacidades, para que dessa forma eles possam continuar a desenvolver sua parte intelectual. Com as crianças surdas, mudas, cegas não é diferente gostar de trabalhar com elas, ser criativo e buscar novas alternativas e sempre favoráveis. Fazer adaptações de materiais de estudo, brinquedos, acessórios, instrumentos para que elas possam absorver o conhecimento assim como as demais crianças e acompanhar o currículo escolar. Ter uma equipe de professores, pedagogos, fonoaudiólogo, psicólogos entre outros especialistas para garantir o processo de ensino-aprendizagem e inclusão com qualidade. Comas crianças surdas ou mudas adotam-se nos dias atuais a abordagem bilíngue, na qual o aluno adota a LIBRAS como primeira língua e o português como segunda língua. Na inclusão de aluno alunos surdo é preciso que a escola disponha de recursos como materiais visuais e concretos relacionados ao conteúdo escolar para que eles possam visualizar e tocar assim fazer a assimilação, pois esses alunos aprendem muito com o que podem ver. De acordo com Silveira e Nascimento (2011). A criança começa sua interação com o mundo, ainda na gestação através da audição. Com os deficientes visuais de baixa visão deve-se colocá-las cedo em contato com objetos que estimulam a visão. "[...] na criança, a visão é o agente desencadeador da motivação para a realização de movimentos e ações. A criança com deficiência visual necessita de intervenção para que sejam nela despertados o desejo, a curiosidade e a motivação para agir sobre o ambiente". (GAGLIARDO; NOBRE,2009, P.18 apud SILVEIRA; NASCIMENTO,2011, P. 78). Brincar com essas crianças é uma boa forma de ensinar e aprender, assim ela vai conhecendo objetos, texturas, forma, tamanho, cor e som usando as tato, além do mais desenvolve-se a autoestima, sentimentos afetivos e acabam por se tornar pessoas ativas, curiosas, que buscam sempre aprender mais. Utilizar recursos pedagógicos como óculos, lupas, softwares para passar o conteúdo pode facilitar e garantir o ensino-aprendizagem de qualidade, e necessário está atento ao contraste das cores e a luz do ambiente. Para as crianças cegas utiliza-se o Braile, a Reglete de metal, máquinas datilográficas o sorobã e ainda as atividades da vida diária que os auxilia bastante e os ajuda a tornarem-se independentes, neste processo é muito importante a ajuda dos pais e professores de estimulação.

Prática das artes visuais na sala de aula

O trabalho com artes visuais deve ser explorado desde o desenho, passando pelo recorte e colagem, pintura até a escultura, deve-se partir das duas dimensões, para depois fazer com que a criança perceba as três dimensões. O que é importante deixar claro, é que trabalhar com Artes Plásticas não é meramente explorar técnicas artísticas, e sim explorar os diversos aspectos que a envolvem, desde sua interpretação à análise de cores, formas, intenções, enfim, tudo que Arte trás junto consigo. Outra questão que é importante ser registrada, é que não basta o professor rodear os alunos de materiais e deixar com que ajam sobre os mesmos, o professor deve incentivar, criar situações que façam com que eles usem a Arte, se expressem realmente, do contrário, não haverá atividade artística e sim terá um professor observando alunos interagirem com materiais. O tripé da Arte inicia falando sobre o trabalho com a história da Arte, pois se faz necessário mostrar aos educando que a Arte tem uma história, uma conotação social, que a mesma passou por diversas fases tendo um contexto histórico. A história da Arte é tão antiga como o início da civilização, pois temos registros dos homens das cavernas imortalizando os desenhos, as façanhas dos primeiros humanos e animais que povoavam aquela época, todo este contexto se faz necessário ser abordado par que os alunos compreendam o significado da Arte na história e sociedade. Os produtores em Arte também devem ser trabalhados para que os alunos percebam e valorizem a história de vida e obra dos artistas, entendam as fases da vida e a relação com as obras. Imagine só ao estudar Cândido Portinari, saberem as curiosidades da vida deste renomado artista, como uma passagem de sua vida, onde teve de dormir em uma banheira, por motivos financeiros. Ou saber o motivo por que Van Gogh, cortou o lóbulo da orelha., ou por que Volpi tinha uma característica peculiar ao usar em suas obras Bandeirinhas. Segundo Kandinsky, 1990, p.27: "Toda a Obra de Arte é filha de seu tempo, e muitas vezes, mãe de nossos sentimentos. Cada época de uma civilização cria uma Arte que lhe é própria e que jamais se verá renascer". A apreciação trabalha os materiais utilizados, combinações, formas, estruturas, enfim, o que compõem a obra em si, suas peculiaridades e técnicas utilizadas, mas ainda exige do apreciador sensibilidade para tentar entender o que o artista quis representar ou dar a idéia, mas esta sensibilidade vai ser desenvolvida a partir do contato com a Arte, não podemos exigir de uma criança que nunca teve contato com a Arte uma percepção elaborada do que o artista quis representar, Abigail Housen nos explica isto, nos cinco níveis de desenvolvimento estético: Narrativo: neste nível os indivíduos descrevem narrando- utilizando seus sentidos e suas associações pessoais, fazem observações concretas sobre as obras de Arte, de maneira que ficam entretidos na narração. Neste nível seus juízos se baseiam no que conhecem e no que gostam. As emoções animam seus comentário a medida que penetram a obra de Arte, e essa se torna parte de um drama recém descoberto ? o drama criado no processo de reflexão. Construtivo: neste nível os indivíduos criam um marco para observar as obras de Arte, usando as mais lógicas e acessíveis e lógicas ferramentas que tem ao seu alcance: suas próprias percepções, o conhecimento do mundo natural, social e cultural que lhes cercam. Se a obra não é como se supõem que deveria ser ? se a habilidade, a técnica, a dificuldade, a utilidade e a função não são evidentes - se a árvore é alaranjada em vez de marrom, se uma representação feminina se transpõem em guerra de sexos ? então o indivíduo julga a obra como rara.Parece que há falta de valor. Conforme os indivíduos vão deixando suas emoções brotarem, começam a distanciar-se da obra e a demonstrar interesse pelas intenções do artista. Classificatório: neste nível os indivíduos adotam a atitude crítica e analítica do historiador da arte. Querem identificar a obra com o lugar, escola, estilo, época e origem. Decifram a imagem através de indícios, usando específicos conhecimentos de fatos e datas. O significado e a mensagem da obra podem explicar-se e racionalizar-se pela sua categorização correta. Interpretativo: neste nível os indivíduos buscam um encontro pessoal com a obra de arte. Explorando a imagem, desejando que o sentido da obra se descubra lentamente, apreciam as silhuetas da linha, da forma e da cor. Neste nível a habilidade critica se põe a serviço dos sentimentos e das intuições, na medida em que estes indivíduos deixem que o significado da obra ? seus símbolos ? emerjam. Cada novo encontro com uma obra apresenta a oportunidade de estabelecer novas comparações, percepções, experiências. Sabendo que a identidade e o valor dependem de interpretações, estes indivíduos vêem que suas próprias idéias a respeito de uma obra de arte são suscetíveis a mudanças de acordo com as circunstâncias. Re - criativo: neste nível os indivíduos, depois de terem tido uma longa relação pessoal com a Arte através de anos de observação e reflexão, suspendem a incredulidade voluntariamente. Uma pintura conhecida é como um velho amigo - intimamente conhecido, mas ainda cheio de surpresas - algo que precisa de atenção diária e profunda. Conhecedores da ecologia da obra - seu tempo, história, questionamentos, complexidades - constroem sua própria história com a obra em particular e com a observação em geral, o que lhes permite combinar uma contemplação mais pessoal com a outra que em geral, de maneira ampla toma o compasso de inquietudes universais. Neste nível a memória infunde a vida da obra, combinando intrincadamente o pessoal com o universal. Segundo Olga de Sá na apresentação do livro "O Olhar em construção ? Uma experiência de ensino e aprendizagem da arte na escola" de Anamélia Bueno Buoro: "A criança aproxima-se do objeto estético, comunica-se com ele, reflete sobre sua relação com as outras pessoas e com o mundo. Existe prazer nesta relação. As atividades prazerosas, em Arte, levam-na a enfrentar problemas e buscar soluções." Para trabalhar a produção de arte temos que ter como alicerce, que a Arte é expressão e não imitação. Realizar uma releitura não implica copiar o que o artista produziu e sim interpretar e conseguir assimilar suas idéias, mas mesmo assim conseguir colocar sua própria percepção. Neste trabalho com a produção é necessário explorar os objetivos procedimentais desta área como organização do ambiente, seleção do material, zelo no manuseio e manutenção dos materiais a serem utilizados. Os objetivos atitudinais como a cooperação nas produções individuais e coletivas, respeito e cuidado pelos trabalhos dos seus pares. Nos objetivos conceituais trabalha-se toda a técnica, formas e estruturas da obra. A Arte deve ser dinâmica, pode-se utilizar diversos suportes como folhas, cartolinas, cartões, telas, materiais recicláveis, tecidos, enfim, há uma gama de suportes para a Arte, basta o professor usar de sua criatividade e com certeza abrira um leque de situações artísticas para seus alunos.Segundo Deheinzelin no livro "A Fome com a Vontade de comer", pg. 134, o material para as Artes plásticas de um modo ou de outro: "... pode ser providenciado. Contando para isso com a imaginação do professor, este poderá peneirar terras de diferentes tonalidades, mistura-la com água, obtendo assim,tintas de cores belíssimas; poderá macerar folha, pétalas de flores, frutinha, misturar com água e coar a mistura obtendo tintas delicadas como as aquarelas; poderá utilizar pedacinhos de carvão como instrumentos para desenhar e assim por diante."

A FAMÍLIA COMO BERÇO DA CONSTRUÇÃO INICIAL DO IDENTIDADE DO SER HUMANO

A família é o ponto de referência na construção do ser. Dessa forma vale analisar e refletir sobre a formação familiar atualmente, o conceito, visão e seu papel. A constituição brasileira de 1988 explicita que a família é à base da sociedade (art.226). Como em poucos anos a sociedade mudou muito, com a organização familiar não foi diferente. Os modelos de família hoje se diferem bastante dos antepassados, isso ocorreu devido a modernização e evolução das pessoas perante a humanidade que a cada dia que passa desconstrói valores antigos construindo novos valores (LEITE, 1972). Analisando a sociedade antiga, de acordo com Leite (1972), percebe-se que, na formação familiar preservava-se a instituição família conservando as propriedades e o título de nobreza, ocasionando assim o casamento forçado para a mulher, formando então uma família onde a mulher deve servir o homem, cuidar da casa e dos filhos, ficando a cargo do marido trabalhar para sustentar a família. Tudo isso acontece por causa da sociedade machista que predominava naquela época na qual, as mulheres deveriam ser submissas ao homem e ocupar-se do trabalho doméstico, dedicando-se ao máximo para manter os laços de afetividade na família e status passando a ideia de que todos viviam bem, felizes e unidos. Com a chegada dos processos paralelos de industrialização e urbanização, a ampliação da faixa de alfabetização, começa a surgir uma nova ideologia que sustenta a ideia de que o indivíduo vale por aquilo que faz e não pelo o que seus antepassados fizeram. Assim surge um novo ideal de família, baseado na escolha afetiva de jovens, com o objetivo de realização da felicidade individual, dando significado ao sentimento amoroso e construção pessoal (LEITE, 1972). Sendo assim distinguem-se novas constituições familiares, além da tradicional família nuclear composta por pai, mãe e filhos, que é idealizado nas instituições educacionais, no qual cada membro cumpre sua função específica, encontram-se situações familiares variadas: pais separados e filhos vivendo com apenas um deles; novos casamentos e meio-irmãos; crianças que moram com avós ou tios, lar desunido, pais alcoólatras etc. famílias que são consideradas desestruturadas e que apresentam diferentes situações afetivas. Desse modo, percebe-se que não existe um único modelo de família, pois a instituição familiar, como qualquer outra entendida como criação humana, está sujeita a determinações históricas e culturais, e como tal sofre modificações ao longo do tempo podendo constituir-se tanto em meio à solidariedade, afeto e segurança, quanto em um espaço de conflitos e disputa. Diante disso, a sociedade passa a ter outro olhar sobre a família, onde homem e mulher começam a dividir os mesmos direitos e obrigações, a mulher passa a ser mais valorizada e começa a ganhar valor no meio social, inserindo-se no mundo do trabalho demonstrando suas capacidades. Uma vez que nosso modelo de sociedade, caracterizado por situações de injustiça e desigualdade, também cria famílias que lutam com muita dificuldade pela sobrevivência (PILETTE, 1995). Com todo esse crescimento e desenvolvimento da sociedade, os membros da família ocupam-se de tarefas que tomam grande parte de seus tempos, pois, ambos estão em busca de construir algo melhor que promova o bem estar da família que quer sempre viver em um ambiente confortável e bem estruturado. Em busca desse conforto, alguns devem sofrer um sacrifício e na maioria das vezes os mais atingidos são os filhos, sendo assim, percebe-se que os casais hoje veem diminuindo cada vez mais o número de filhos na família, optando por no máximo dois filhos para que se tenha um lar bem estruturado.

Educação familiar e suas influências na aprendizagem da criança

Segundo a teoria Integração Relacional, do psiquiatra e educador Içami Tiba (1998), o comportamento humano apresenta três níveis: 1. nível biológico ou instintivo, que é regido pelos instintos característicos dos animais mamíferos; 2. nível psicológico ou aprendido, que resulta da inteligência humana formando a base para o nível seguinte; 3. nível social ou evoluído, que caracteriza a capacidade relacional do ser humano, visto que este é um ser gregário que vive em sociedade. Neste nível está presente a disciplina, a gratidão, a religiosidade, a ética relacional e a cidadania. Com base nisso, entende-se que o ser humano quando nasce é guiado apenas pelos instintos cuja relação com o mundo é caracterizada pela sensação de prazer e desprazer, após algum tempo o individuo percebe-se em uma realidade onde busca o equilíbrio entre situações que satisfaçam suas necessidades e as exigências sociais e culturais. De acordo com Tiba (1998), atualmente a educação domiciliar está muito carente desse terceiro nível, posto que já é muito difícil as famílias ensinar o segundo, por conta da falta de uma maior clareza do certo e do errado que prejudica o estabelecimento de limites e responsabilidades. Tudo isso, resultante de falhas na educação familiar, favorecendo uma relação de prazer e desprazer com o mundo, rejeitando qualquer esforço, pois aos filhos tudo é permitido e quando esse filho torna-se aluno está despreparado para as práticas de aprendizagem da escola que exigem deles prontidão para as aulas. A criança escolhe algo. Se é gostoso vai em frente. Se encontra dificuldades, larga. É uma geração com muita iniciativa e pouca "acabativa", que está indo para escola sem grandes motivações de estudo e dificilmente se adaptará ao sistema psicopedagógico clássico (TIBA, 1998, p.28-29). O tipo de educação familiar pode prejudicar ou facilitar a aprendizagem, pois, esta é afetada por vários fatores ligados à família, trazendo consequências negativas para o desenvolvimento da criança dentre os quais se destacam, segundo Piletti (1995), a educação autoritária, que oprime e divide sentimentos provocando dificuldades para a criança se relacionar com o meio social podendo ocasionar fuga para um mundo de fantasia, e as vezes agressividade e teimosia; o excesso de mimos, que induz a dedicar-se a aprendizagem escolar como meio para alcançar um mimo que costuma ter em casa; a educação desigual, quando o pai age de um jeito e a mãe de outro; a educação que valoriza a ambição, quando os pais esperam que os filhos alcancem resultados fora do comum, desenvolvendo nas crianças um falso sentimento de superioridade que pode frustrá-la quando as expectativas dos pais não forem alcançadas; a falta de amor, crianças não amadas ou rejeitadas pelos pais manifestam muita necessidade de reconhecimento, atenção e carinho, desenvolvendo muitas vezes comportamentos inadequados na escola como meio de chamar a atenção. Então, acredita-se que a educação familiar adequada é aquela feita com amor, paciência e coerência, para desenvolver nos filhos autoconfiança e espontaneidade favorecendo a disposição para aprender. [...] Dizem os psicólogos e confirmam, na prática, professores e psicopedagogos, que não há desenvolvimento equilibrado e saudável da criança, sem a família. A escola contribui para socialização crescente da criança, porém, é na família que ela encontra todos os insumos necessários (autoestima, afetividade, confiança, motivações intrínsecas, quadro de emoções saudáveis, aceitação, autonomia, intencionalidade, decisão, maturidade, respeito, elementos de reciprocidade etc.) para aguar este processo de socialização e de socio-afetividade, chão e base de sustentação para o desenvolvimento da aprendizagem (CARNEIRO, 2010, p.43). Dessa forma, o compromisso deve ser de todos, devendo os pais, com coerência, constância e responsabilidade, ensinar a educação relacional necessária ao processo de aprendizagem escolar, estabelecendo regras a serem obedecidas pelos filhos em qualquer lugar, pois, o não cumprimento dessas regras acarretará em consequências. Uma vez que, é a família que geralmente proporciona as crianças suas primeiras experiências educacionais, influenciando-as e moldando aos poucos seu comportamento, mesmo que de forma inconsciente. Quanto à escola, esta deve levar em consideração a situação familiar de cada aluno, proporcionando o aprendizado do conhecimento através da organização sistemática das informações e conceitos, promovendo a aquisição de novas e diferentes habilidades.

A CRIANÇA E SUAS PECULIARIDADES NO MEIO SOCIAL

O Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998) define a criança como um sujeito social e histórico que faz parte de uma organização familiar que estar inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura e momento histórico. Sendo assim, percebe-se que a criança caracteriza-se por suas particularidades que a definem e formam de acordo com o meio social. Dessa forma diante do processo de desenvolvimento da criança, faz-se necessário analisar e compreender suas ideias e maneiras de entender o mundo em que vivem, sendo este caracterizado particularmente de acordo com os aspectos afetivos, emocionais, cognitivos e sociais da criança. Nessa perspectiva a criança é marcada pelo meio social em que se desenvolve, tendo a família como um ponto de referencia, sendo ela a primeira instituição social responsável pela efetivação dos direitos básicos da criança. Pois, é nas relações que ela vivencia no ambiente familiar e através das trocas interpessoais que a criança desenvolve sua identidade, autoconfiança e dínamo de suas motivações (CARNEIRO, 2010). Compreender o mundo do adulto passa a ser um desafio valioso para a criança, sendo que ela desenvolve um sentimento unilateral de respeito em relação ao adulto, construindo sua primeira moral que é dependente da vontade dele. Esta moral só poderá ser superada depois dos sete anos, com a substituição do respeito unilateral da criança para com o adulto, pelo respeito mútuo (PILETTI, 1995). A partir dos oito anos, a intenção da criança começa a ser importante no julgamento moral, porque diminui a influência das crianças da mesma idade. Aos nove anos a maioria das crianças se ver independente e às vezes dispensa a ajuda dos pais, formando o seu próprio ponto de vista como consequência da interação com seus companheiros (LAMARE, 1969). Só a partir do fim da infância, quando o indivíduo já pode organizar de maneira autônoma suas normas de conduta e seus valores, é que pode estruturar sua personalidade (PILETTI, 1995). Portanto não se deve marcar e estigmatizar as crianças pelo o que a difere, mas levar em conta suas singularidades, respeitando-as e valorizando-as como fator de enriquecimento pessoal e cultural. E como a escola pode contribuir para esta valorização? Para o engrandecimento pessoal e cultural dos pupilos? A escola não é um sistema isolado e independente da sociedade, ela deve contribuir para transformar a realidade, ainda mais numa época em que as crianças nem bem entraram no processo de educação familiar, estão indo cada vez mais cedo participar da socialização na escola, dessa forma a escola ganha cada vez mais força na educação das novas gerações. Como hoje, encontram-se várias constituições familiares distintas, percebe-se que a educação doméstica ficou ainda mais complicada gerando dificuldades na capacidade relacional do aluno. Ao detectar essa dificuldade, a escola deve criar um canal de comunicação com a família, procurando estabelecer caminhos que irão nortear a educação daquele aluno. Através desse canal a escola pode contribuir para fortalecer laços do aluno com a família até porque a aprendizagem depende diretamente do equilíbrio emocional do aluno. "Cabe à escola orientar sobre o estudo diário. Chamar a atenção da mãe sobre os vícios da ?decoreba? de tomar a lição só na véspera da prova, e recomendar que estimule seu filho a dar aulas sobre o que aprendeu, dia após dia" (TIBA, 1998, p.163). As escolas devem criar um ambiente que seja favorável tato para as crianças quanto para as famílias desencadeando nestas o desejo de estar presente continuamente e não somente esporadicamente, criado uma rede de relações, que as possibilitem ao redimensionamento de seus conflitos.

RELAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL DA CRIANÇA

A escola é o local por excelência onde o conhecimento é transmitido pelo professor assimilado pelo aluno. Família também transmite considerável parte da cultura social a nova geração, contudo de maneira diferente da escola. A família desenvolve suas funções educativas de maneira informal (LAKATOS; MARCONI, 2006). Logo escola e família são instituições distintas, embora muitas vezes sejam vista como extensão uma da outra, por haver uma estreita relação entre ambas. Desse modo devem estabelecer uma linha de parceria no processo educativo das crianças, pois, são responsáveis pelo desenvolvimento humano intelectual do aluno. Uma vez que essa responsabilidade é prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394, promulgada em dezembro de 1996, ao entender a educação como dever da família e do estado (título II, art. 2º), tendo uma finalidade de tríplice natureza: o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para cidadania e a qualificação para o trabalho, pois desde o nascimento a educação é decisiva para o desenvolvimento saudável das funções materiais das crianças para aquisição e acumulação de conhecimentos que às acompanharão por toda vida e para a consolidação de valores. Por isso a família precisa estar em permanente comunicação com a escola, consolidando-se com um canal interrupto de diálogo família/escola, que é condição essencial para uma compreensão crescente das potencialidades e limitações do filho/aluno e do aluno/filho (CARNEIRO, 2010). Todavia, há vários entraves no que se refere à comunicação família/escola, sendo por vez confundidas as responsabilidades educativas que cabem a cada uma delas havendo até confronto, pois os pais educam de uma forma e os professores ensinam de outra, visto que as famílias têm seus olhares sobre a escola, os profissionais têm um modo próprio de ver as famílias, acreditando muitas vezes que elas impõem dificuldades no processo de socialização e de aprendizagem das crianças, baseados numa visão equivocada que gera preconceito, dificultando e até mesmo impedindo o diálogo. Vale salientar que a escola deve desempenhar sua função formativa visando benefício da criança. Para isso, segundo Tiba (1998), entre a escola e a família deve haver uma soma, e não atropelamento de uma parte pela outra. Dessa forma o professor, que é o profissional com o qual a criança mais convive ao longo da vida, não pode ignorar os conhecimentos que o aluno obteve antes de entrar na escola e continua a obter fora dela, com isso o professor deve levar em consideração as singularidades existentes entre os alunos, bem como a diversidade social, étnica, costumes e valores presentes na sala de aula. Diante disso escola e família devem trabalhar esforçando-se pela convergência, porque a formação básica do cidadão, objetivo posto pela LDB ao ensino fundamental, dar-se mediante o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que assenta a vida social (título V, capítulo II, seção III, art. 32). Então, como se vive em uma sociedade marcada pela cultura e violência a questão da tolerância recíproca é um ponto crucial, como expõe Carneiro (2010, p. 256): [...] Isto indica que a necessidade de uma maior aproximação entre família e escola ? com o envolvimento direto dos pais ? para uma refundação dos princípios de tolerância, e respeitos às diferenças e, sobre tudo, a marcação de linhas de responsabilidade pessoal, de disciplina social e de conduta ética compatível com uma cidadania sadia. Logo, a família não pode cobrar que a educação do filho seja dada pela escola empurrando a esta toda a responsabilidade; e a escola, do mesmo modo, não pode exigir que a educação venha do berço desobrigando-se de suas responsabilidades, porque a tarefa de educar cabe à família e a escola juntas, visto que "a família é a primeira grande referência da vida social para a criança e a escola é a primeira grande referência da vida institucional que lhe apresenta [...]" (CARNEIRO, 2010, p. 256). O casamento escola-família se faz necessário, no intuito de participar efetivamente no processo de construção do conhecimento do cidadão, uma vez que a escola deverá proporcionar instrução, isto é conhecimento que o aluno não tem e a família continua a ser referência importantíssima na vida das crianças, pois observando o exemplo vivo dos pais elas aprenderão a se constituir socialmente. Assim, escola e família têm os mesmos objetivos: fazer a criança se desenvolver em todos os aspectos e ter sucesso na aprendizagem e na vida.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA ESCOLA: A OPINIÃO DE PROFESSORES

Como dito anteriormente, família e escola como responsáveis pelo desenvolvimento humano e intelectual do aluno, objetivando seu desenvolvimento em todos os aspectos para o mesmo ter sucesso na aprendizagem e na vida. Elas devem ser parceiras no processo educativo das crianças, estabelecendo um canal de diálogo, pois precisam estar em permanente comunicação. Entretanto, considerando os processos de industrialização da sociedade e as transformações sofridas pelas famílias ao longo do tempo, percebe-se que cada vez mais se diminui o tempo disponível para a participação e presença da família na escola, pois com uma sociedade capitalista marcada por situações de injustiça e desigualdade que submete as famílias a lutarem com muita dificuldade para sobreviverem: a mãe precisa trabalhar fora, ficando ausente do lar por muitas horas e o pai dominado pela competição do mercado, dispõe de menos tempo para se dedicar à família e à educação dos filhos. Sendo assim, com o objetivo de avaliar a importância do acompanhamento familiar na escola, realizou-se uma entrevista com uma professora de 4º ano da rede municipal na cidade de Davinopólis no estado do Maranhão, no intuito de revelar a contribuição do acompanhamento dos pais no desenvolvimento do aluno. Analisando a fala da professora, que reconhece a importância da família para o desenvolvimento do indivíduo em todos os aspectos, nota-se que os pais não têm consciência de assumir um compromisso com a escola sendo necessário que o professor chame a sua atenção: São poucos os pais que se comprometem de fato com a educação do filho, geralmente na minha sala de aula eles são convidados a estarem acompanhando o desenvolvimento das crianças (Professora do 4º ano, janeiro, 2011). Desse modo, vê-se a angústia da professora em ter que se desdobrar como professora e mãe ao mesmo tempo, assumindo um papel que cabe aos pais, pois "as crianças estão indo à escola para ser educadas e algumas, para ser criadas [...]" (TIBA, 1998, p.23), aonde os pais nem ao menos auxiliam com as tarefas de casa, dificultando o trabalho da professora que sente dificuldade para oferecer a seus alunos uma educação de qualidade, uma vez que em sua sala de aula há crianças com diferentes níveis de conhecimento. Quando a criança é acompanhada pelos pais ela se sente estimulada a desenvolver-se cada vez mais aumentando sua produtividade buscando compreender, participar, interagir com as atividades que pensam interessantes, melhorando assim seu desempenho escolar, diferindo-se bastante das que não têm esse acompanhamento. Percebo que as crianças que são auxiliadas pelos pais, elas além de terem um bom rendimento escolar, se mostram mais ativas, alegres, prestativas, felizes melhor dizendo, enquanto que as que não têm esse privilégio o rendimento é bem inferior e o pior de tudo são crianças sem nenhuma motivação e por mais que o professor trabalhe essas crianças, fica nítido que falta alguma coisa (Professora 4º ano, janeiro, 2011). Diante do fato de que o interesse dos pais em acompanhar os estudos dos filhos é um dos principais estímulos para que eles estudem, a escola deve assumir o papel de convocar esses pais para discutir sobre a importância de sua participação através de reuniões regulares, para analisarem juntas estratégias para melhorar a aprendizagem dos alunos. Porém, há escolas que negligenciam esse compromisso, não disponibilizando esse espaço de diálogo. Geralmente esses encontros só acontecem quando vamos entregar as provinhas e boletins das crianças, então aproveitamos a ocasião para deixar os pais informados quanto ao desenvolvimento dos filhos (Professora 4º ano, janeiro, 2011). Diante do exemplo, fica claro que a educação é uma ação conjunta entre pessoas que colaboram e comunicam-se para que assim a ação educativa possibilite à criança a aprendizagem em todas as dimensões: social, cognitiva, afetiva, relacional e pessoal, indispensável para seu desenvolvimento sadio e para apreensão dos conhecimentos. A sociedade é formada por pessoas que se relacionam entre si. Para que esse relacionamento seja benéfico é necessário que as pessoas estejam efetivamente envolvidas em uma determinada situação dispostas a propor alternativas, procurar soluções melhores, a pensar e construir juntas. Nas instituições escolares para que esse envolvimento efetivo ocorra é necessário que seja realizado reuniões regulares entre os profissionais da escola e os pais dos alunos com o intuito de analisarem práticas e estratégias educativas que melhorem o desenvolvimento do aluno e a sua aprendizagem. Pois, "quando os pais participam das reuniões propostas pela escola, em geral o desempenho escolar de seus filhos melhora" (TIBA, 1998, p.164). Para que os pais frequentem as reuniões, eles precisam ser alertados pela escola a respeito da importância desses momentos no processo educativo dos filhos. Uma vez que, É tão importante a participação dos pais nas reuniões escolares que todos os meios para convocá-los são validos: recados na agenda, correspondência, telefonemas, e ?mail ou mesmo sistema ?boca a boca?. Cada escola pode utilizar o meio que julgar mais eficiente (TIBA, 1998, p. 164). Sendo assim, a escola deve fazer uso do meio de comunicação mais conveniente, levando em consideração as particularidades de cada família e a realidade sócio econômica de cada uma. Desse modo, vê-se a importância da participação dos pais em todos os eventos da escola, sejam eles esportivos ou culturais, contudo, faz-se importante a participação desses pais não apenas como convidados, mas também como promotores ou organizadores dos eventos para sentirem-se pertencentes à escola.

A INFÂNCIA E A EDUCAÇÃO INFANTIL

O período que se estende da gestação até os seis anos de idade é considerado o mais importante para o desenvolvimento da criança, pois é nessa fase que a criança estabelecerá suas conexões com o mundo, corroborando esta afirmativa Antunes (2006, p. 9) declara que a criança "precisa desenvolver-se plenamente nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social, por meio de uma educação bem estruturada que atenda as necessidades da criança", porém essa relevância não foi sempre considerada ou mesmo conhecida, pois durante muito tempo a criança não era reconhecida como um ser que precisava de cuidados e educação específicos para a sua faixa etária e para cada fase do seu desenvolvimento. Até o período da Idade Média a criança era vista como um adulto em miniatura, um ser que precisava ser treinado para suas atividades quando alcançasse a idade mínima para tal. Até mesmo suas roupas eram semelhantes às roupas dos adultos, e como destaca Ariès (1981, p.32), "a diferenciação das vestes objetivava apenas manter visíveis os degraus da hierarquia social". A presença da criança nas obras de arte, ao serem retratados nos momentos familiares, junto a outros adultos, brincando ou presente nas cenas da crucificação, segundo Ariès (1981, p.21) sugere duas ideias: primeiro a de que, na vida cotidiana as crianças estavam misturadas com os adultos, e toda reunião para o trabalho, o passeio ou o jogo reunia crianças e adultos; segundo, a idéia de que os pintores gostavam especialmente de representar a criança por sua graça ou por seu pitoresco.Dessa forma, expondo a criança como um ser que não possuía características e valores próprios que fossem dignos de respeito e por isso eram tratadas como uma subclasse que antecedia tornar-se humano, como um animal irracional que a partir do momento que tivesse suas faculdades físicas amadurecidas seria considerado como um indivíduo racional. Ao considerarem-se os estudos relativos à infância, Ariès (1981) afirma que apenas no século XIII começaram a surgir representações da criança que se aproximam do sentimento moderno; a criança anjo representada pelo menino que era educado para ajudar na missa, o Menino Jesus ou Nossa Senhora menina que já trazia algum sentimento específico pela infância e a criança nua representando a pureza e alma que era entregue a cada pequena e nova criatura. Pois até o século XII a ausência da criança nas representações artísticas denuncia que, a criança tinha tarefas e obrigações que lhe preparavam para a vida adulta desde muito cedo, e dessa forma não havia preocupação nem espaço para as fases específicas da infância, pois a infância não passava de mera transição para se modelar ao que se esperava do futuro adulto. Na mesma obra, Ariès (1981, p. 99) ressalta que o fato de não existir um sentimento pela infância não quer dizer que as crianças fossem negligenciadas, abandonadas ou desprezadas. O sentimento da infância não significa o mesmo que afeição pelas crianças: corresponde à consciência da particularidade infantil, essa particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto, mesmo jovem. Não era atribuído nenhum significado específico a infância, e ainda as crianças menores, não eram levadas em consideração pelo fato de terem uma vida muito frágil devido os altos índices de mortalidade infantil. Ariès (1981, p. 100) complementa: "Assim que a criança superava esse período de alto nível de mortalidade, em que sua sobrevivência era improvável, ela se confundia com os adultos", e então passava a desempenhar as atividades que já se esperavam dela. Na Idade Moderna, com o advento do Iluminismo, percebe-se uma mudança na concepção da criança, especialmente nas classes mais elevadas: a criança passa a receber maior atenção e cuidados específicos e direcionados para suas necessidades que começam a ser percebidas como diferentes das necessidades dos adultos. Os registros históricos apontam que a criação das primeiras instituições para crianças datam do século XIX, e Friedrich Froebel que viveu no período de 1782 a 1852 foi o fundador dos primeiros modelos de jardim de infância, utilizando jogos e brincadeiras no aprendizado infantil. Ao se criar um elo entre as representações infantis e o conhecimento concreto; segundo os estudos de Ferrari (2008), Froebel defendia ainda que quanto mais ativa é a mente da criança, mais ela é receptiva a novos conhecimentos, assim considerando os sentidos da criança, o contato que ela cria com o mundo e respeitando os estágios de capacidade de aprendizado e suas características específicas é que deve ser o ponto de partida para o ensino. A princípio, a educação infantil desempenhou um papel mais de assistencialismo, como afirma Heidrich (2010, p. 01), dizendo que no Brasil esse período "perdurou por quase um século e só perdeu força quando a Constituição de 1988 tornou o segmento um dever do Estado e fortaleceu seu caráter educativo", não só no Brasil, mas em todo o mundo a ideia de assistencialismo ganhava força, como salienta Kuhlmann Jr. (2000, p. 14): A concepção da assistência científica, formulada no início do século XX, em consonância com as propostas das instituições de educação popular difundidas nos congressos e nas exposições internacionais, já previa que o atendimento da pobreza não deveria ser feito com grandes investimentos. A educação assistencialista promovia uma pedagogia da submissão, que pretendia preparar os pobres para aceitar a exploração social. O Estado não deveria gerir diretamente as instituições, repassando recursos para as entidades. Assim, as primeiras escolas já surgiam com o objetivo de manter as classes subordinadas no patamar em que estavam recebendo apenas assistência básica para que os pais das crianças pobres pudessem continuar trabalhando para manter o alto nível econômico da classe dominante. No século seguinte, devido a mudanças estruturais na sociedade ocasionadas pela Revolução Industrial, a mulher passou a compor o mercado de trabalho, e desta forma houve uma crescente necessidade de se aumentar o número de escolas já que as mães não mais poderiam cuidar de seus filhos em tempo integral, necessitando assim de um auxílio do governo para contar com escolas que cuidassem bem de seus filhos, dessa forma Kuhlmann Jr. (2000, p. 11) expõem que As instituições de educação infantil tanto eram propostas como meio agregador da família para apaziguar os conflitos sociais, quanto eram vistas como meio de educação para uma sociedade igualitária, como instrumento para a libertação da mulher do jugo das obrigações domésticas, como superação dos limites da estrutura familiar. As idéias socialistas e feministas, nesse caso, redirecionavam a questão do atendimento à pobreza para se pensar a educação da criança em equipamentos coletivos, como uma forma de se garantir às mães o direito ao trabalho. A luta pela pré-escola pública, democrática e popular se confundia com a luta pela transformação política e social mais ampla.Através desse contexto entende-se que as mudanças na sociedade atingiam diretamente os mecanismos de funcionamento da educação, pois as instituições escolares precisavam atender, além das necessidades das crianças, também as necessidades das famílias. Somente em 1988, com a promulgação da Constituição da República Brasileira, a educação foi tratada como assunto de suma importância e como um direito que toda criança dispõe mesmo antes de nascer, e um dever que cabe ao Estado garantir. Na busca por melhorias na educação, Heidrich (2010, p. 02) coloca a Constituição de 1988 "como marco que rompeu a tradição assistencialista" e complementa declarando que dois anos depois, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reafirmou os direitos constitucionais em relação à Educação Infantil. Em 1994, o MEC publicou o documento Política Nacional de Educação Infantil que estabeleceu metas como a expansão de vagas e políticas de melhoria da qualidade no atendimento às crianças, entre elas a necessidade de qualificação dos profissionais, que resultou no documento por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Além desses documentos, foi de fundamental relevância a promulgação da Emenda Constitucional que criou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), onde a educação infantil passou a compor a primeira etapa da Educação Básica, integrando-se aos ensinos fundamental e médio. Outras publicações como o documento divulgado pelo MEC em 1998: Subsídios para credenciamento e o funcionamento das instituições de educação infantil e a edição do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil como parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais, visando à elaboração de currículos de educação infantil, cuja responsabilidade foi delegada pela LDB a cada instituição e seus professores. Em 1999 o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil que como afirma Heidrich (2010, p.2) "Esses documentos são, hoje, os principais instrumentos para elaboração e avaliação das propostas pedagógicas das instituições de Educação Infantil do país", desempenhando um importante papel na organização da educação infantil, pois são eles que fornecem as bases para se compreender os direitos que cabem a todas as crianças.

AS FASES DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

Através desse contexto entende-se que as mudanças na sociedade atingiam diretamente os mecanismos de funcionamento da educação, pois as instituições escolares precisavam atender, além das necessidades das crianças, também as necessidades das famílias. Somente em 1988, com a promulgação da Constituição da República Brasileira, a educação foi tratada como assunto de suma importância e como um direito que toda criança dispõe mesmo antes de nascer, e um dever que cabe ao Estado garantir. Na busca por melhorias na educação, Heidrich (2010, p. 02) coloca a Constituição de 1988 "como marco que rompeu a tradição assistencialista" e complementa declarando que dois anos depois, em 1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) reafirmou os direitos constitucionais em relação à Educação Infantil. Em 1994, o MEC publicou o documento Política Nacional de Educação Infantil que estabeleceu metas como a expansão de vagas e políticas de melhoria da qualidade no atendimento às crianças, entre elas a necessidade de qualificação dos profissionais, que resultou no documento por uma política de formação do profissional de Educação Infantil. Além desses documentos, foi de fundamental relevância a promulgação da Emenda Constitucional que criou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), onde a educação infantil passou a compor a primeira etapa da Educação Básica, integrando-se aos ensinos fundamental e médio. O desenvolvimento da criança tem sido alvo de grandes estudos, em que o ser infantil é visto como um importante meio de obtenção de respostas para múltiplas indagações que se tem a respeito do comportamento humano. Tais estudos têm revelado que a criança passa por um processo de construção de personalidade conforme as relações estabelecidas com o ambiente físico e social que convive, haja vista que há opiniões contrárias a esta afirmação, pois a hereditariedade também é um dos fatores relevantes para o desenvolvimento humano. Piaget, um dos grandes percussores das teorias do comportamento humano, realizou pesquisas no campo da psicologia infantil, constatando que o desenvolvimento cognitivo dar-se-á através de estágios, momentos em que o indivíduo adquire maturidade desde o nascimento à vida adulta estando em constante transformação. Em linhas gerais, Piaget (1974) esquematiza o desenvolvimento intelectual nos seguintes estágios: Sensório-motor (0 a 2 anos) que corresponde o estágio inicial, que vai do nascimento até os dois anos de vida, momento em que a criança já tem uma percepção do ambiente e age sobre ele. Faz-se necessário uma estimulação ambiental para que o bebê obtenha reflexões das imagens e com isso já passe a coordenar-las. O segundo estágio (2 aos 6 anos) chamado de Pré-operacional, momento em que a criança começa a desenvolver a capacidade simbólica. Neste período o que de mais importante acontece é o aparecimento da linguagem, que irá acarretar modificações nos aspectos intelectual, afetivo e social da criança. É importante ainda considerar que neste período a maturação neurofisiológica completa-se permitindo o desenvolvimento de novas habilidades, como a coordenação motora fina, onde a criança já consegue fazer alguns movimentos exigidos pela escrita. O terceiro estágio chamado de operações concretas (7 aos 11 ou 12 anos) é o período onde as operações mentais da criança ocorrem em resposta a objetos e situações reais. Também inicia-se a construção lógica, isto é, a capacidade de coordenação de pontos de vista diferentes. E por último o quarto estágio, que se refere às operações formais, é o período após os 12 anos, a fase da adolescência, em que a criança passa a adquirir características próprias da fase adulta, como também adquire autonomia crescente em relação ao adulto, passando a organizar seus próprios valores morais. Levando em consideração essas fases, vale ressaltar que o processo de ensino e aprendizagem deve considerar o período de maturação, pois segundo Mussen (1982, p.27-28) "odas as características do indivíduo bem como todas as mudanças de desenvolvimento são produtos de maturação" Portanto é esta que determina o nível de desenvolvimento que a criança se encontra, sendo necessário que o organismo atinja o momento apropriado para a realização de determinada tarefa, obtendo assim uma aprendizagem. Pela ótica de Freud (1973) o comportamento humano é orientado pelo impulso sexual, que o mesmo chamou de libido, que significa prazer, assim pode-se descrever a sequência em que ocorrem as manifestações do impulso sexual distinguindo-as em cinco fases, onde a transição entre elas é gradual, pois a duração varia de um indivíduo para outro. A fase oral (0 18 meses) ocorre durante os primeiros anos de vida, onde a zona de erotização é a boca, os lábios e a língua, são os órgãos de satisfação da criança, seus desejos são orais. A fase anal (18 meses a 3 anos) é o período que a criança aprende a controlar as fezes e a urina, sua atenção está voltada ao funcionamento anal. A fase fálica (3 a 7 anos), é o período em que o papel sexual começa a ser assumido pelos órgãos genitais. Nessa fase do desenvolvimento sexual, o objeto de interesse para a criança de ambos os sexos é o pênis. Esse período apresenta grande tensão e muitas dificuldades para a criança. "Sua solução é importante para o desenvolvimento normal e os desvios em sua resolução estão atrás de quase todas as dificuldades neuróticas dos adultos de nossa cultura" (BALDWIN, 1973, p. 344). A fase de latência (7 a 12 anos) período este correspondente aos anos escolares, quando a criança estará voltada para a aquisição de habilidades, valores entre outros. Contudo esta fase é de calmaria, na qual os impulsos são impedidos de se manifestar surgindo sentimentos como a vergonha, repugnância e moralidade. A fase genital refere-se à fase adulta, período de concretização da identidade na qual o ser já está pronto para se envolver sexualmente. Para Freud (1973) aspectos extremamente significativos de nosso desenvolvimento pessoal e emocional são determinados durante os primeiros sete anos de vida, desse modo práticas inadequadas na educação das crianças resultarão em prejuízos para o seu comportamento quando adulto. Diante do exposto, percebe-se a importância do estudo do desenvolvimento humano para compreender que a criança não é um adulto em miniatura, ao contrário, ela apresenta características próprias de sua idade. Os estudos e pesquisas de Piaget e Freud demonstraram que existem formas de perceber, compreender e se comportar diante do mundo, conforme cada faixa etária. Dessa forma, todos os aspectos levantados são significativos para a educação, pois ao se planejar como e o que ensinar é necessário saber quem é o educando, ou seja, compreender em qual momento a criança se encontra, para que haja uma aprendizagem significativa como também possibilita ao educador realizar seu trabalho de maneira eficiente, proporcionando aos alunos uma maior compreensão do conteúdo. Sendo assim, as teorias do desenvolvimento humano permitem conhecer as individualidades de cada ser humano, o que torna os profissionais da educação mais aptos para observar e interpretar os comportamentos infantis.

COMPREENSÕES DO CONSTRUTIVISMO ACERCA DO CONTEXTO ESCOLAR

Na construção da sua teoria, Jean Piaget proferiu que o conhecimento nunca deve ser apresentado ao sujeito de maneira determinativa, fazendo emergir cogitações acerca do estado da pedagogia. Em consequência, percebe-se que, atualmente, as relações estabelecidas entre os professores e os estudantes têm recebido um novo caráter, sejam elas em escolas públicas ou privadas. Por exemplo, sendo mais propícias a diálogos, a mudanças, a dialéticas hodiernas e a recursos tecnológicos. No entanto, somente isso não faz com que a educação seja profícua. Portanto, serão elucidadas nos parágrafos a seguir algumas contribuições portentosas do teórico no que tange à educação. Conforme ressaltado nas partes incipientes deste artigo, o processo de aprendizagem está estritamente relacionado ao contexto social, cujo exerce influências eminentes para o seu desenvolvimento. Em consequência, ainda, não se pode furtar à magnitude que a influência dos educadores exerce aos estudantes, porque esses devem participar do processo de aprendizagem como mediadores das relações entres estes e as instituições sociais, não as deixando estarem inflexíveis e autoritárias. Não obstante, é relevante salientar que os estudantes também são responsáveis pelos seus desenvolvimentos, sendo proativos, ou seja, manifestando as suas reflexões, as suas criatividades, participando assiduamente e tendo auto-organização das informações instruídas (Silva, 2010, p. 9). Neste caso, torna-se indispensável proferir que o conceito de desequilíbrio psíquico, proposto por Piaget, embora seja uma conjuntura de perturbações, não é de todo pernicioso, ao contrário, poder ser essencial, porque possibilita o desenvolvimento do processo de aprendizagem: as dificuldades e os erros são artefatos da concepção do sujeito, portanto, não devem ser ignorados. Nesta linha de raciocínio, percebe-se que o papel do educador é o de apresentar ao estudante situações problemáticas acerca dos diversos contextos cujos ele esteja inscrito, assim, dando-lhe liberdade para descobrir novas possibilidades de ação, mesmo que as sejam meras utopias (Silva, 2010, p. 10). Segundo Piaget, nós, seres humanos, objetivamos frequentemente a estarmos à procura da organização e da generalização das nossas experiências e vivências, através de representações simbólicas. Compreendendo isso, portanto, os educadores podem possibilitar ao estudante novas discussões e experiências, despertando-lhe o raciocínio concreto (Silva, 2010, p. 10). Para isso, é indispensável que haja comunicação, porque os contextos nos quais o sujeito está inscrito devem ser compreendidos como grupos educativos, que se engajam em fazer emergir, sobretudo, discussões, reflexões e iniciativas de decisão. Ou seja, deve-se ter conhecimento de que a realidade é dinamizada e exige a participação do sujeito para que ele se compreenda e se desenvolva. Ademais, o contexto escolar exerce influências extraordinárias às crianças e aos adolescentes, pois eles estão, principalmente, em processo de aprendizagem. Sendo assim, Piaget ressalta postulando que devido a estas faixas etárias estarem relacionadas ao começo da escolaridade, sinaliza alterações significativas no que se refere ao desenvolvimento psíquico e social, porque (PIAGET, 1999, p. 40): Em cada um dos complexos da vida psíquica, quer se trate da inteligência ou da vida afetiva, das relações sociais ou da atividade propriamente individual, observa-se o aparecimento de formas de organização novas, que complementam as construções esboçadas no decorrer do período precedente, assegurando-lhes um equilíbrio mais estável e que também inaugure uma série ininterrupta de novas construções. (PIAGET, 1999, p. 40). Isso é perceptível no contexto escolar, pelo fato de ser ensejado às crianças certo nível de liberdade para trabalharem em grupo ou individualmente e, sobretudo, por poderem realizar a conversação durante as atividades designadas, notando-se diferentes comportamentos de conduta. No entanto, ao se objetivar em compreender o discernimento das crianças, daquilo que é particular e grupal, através das atividades realizadas individualmente e em coletivo no contexto escolar, pode torna-se uma tarefa complexa, pois elas objetivam-se, com frequência, a iniciarem o ato de conversação, mas, não é exato saber se praticam o ato de auscultação. Em verdade, é possível saber se as crianças dedicam-se ao mesmo trabalho, mas não se a intenção delas é a de ajuda mútua (Piaget, 1999, p. 41). Nesta perspectiva, Jean Piaget (1999) postula que, embora seja impreciso apreender o intuito das crianças ao estabelecerem as suas relações, é nesta fase da vida que ocorre o progresso dos relacionamentos interindividuais, em consequências as crianças tornam-se ativas para (PIAGET, 1999, p. 41): [...] cooperar, porque não confundem mais seu próprio ponto de vista com o dos outros, dissociando-os mesmo para coordená-los. Isso é visível na linguagem entre crianças. As discussões tornam-se possíveis, porque comportam compreensões a respeito do ponto de vista do adversário e procura de justificação ou provas para a afirmação própria. (PIAGET, 1999, p. 41). Em consequência, os seus comportamentos coletivos vão sendo construídos, notando-se com clarividência mudanças relacionadas a atitudes sociais. Quanto a isso, o contexto escolar disponibiliza-se de instrumentos como, por exemplo, jogos, cujos são essenciais para o desenvolvimento da moral, porque impõem às crianças regras de distintas ordens, destinadas a organizar as suas relações e o sentimento de perda e ganha. Isto é, ao invés das escolas apresentarem às crianças condutas impetuosas, munidas de crenças imediatas e de egocentrismo, devem apresentar-lhes condutas que fazem emergir o discernimento antes de agir, dando início à aquisição do juízo moral (Piaget, 1999, p. 41-42). No tocante aos adolescentes, percebe-se que os maiores, durante a inscrição no contexto escolar, são abarcados pelo sentimento de colaboração afetiva. Tornam-se tão solidários que, às vezes, fica complexo discernir se são deveras capazes de refletir com sensatez, de coordenarem os seus comportamentos com os dos outros, em consequência, se o processo de socialização é quem faz os seus pensamentos serem reforçados e interiorizados (Piaget, 1999, p. 41). Além disso, esta é uma fase decisiva, também, porque é quando a estruturação dos valores morais se dá realmente, tendo como consequência a sua organização e a sua hierarquização. Sendo relevante salientar que nesta fase da vida o sujeito, devido ao início da construção da sua personalidade, consegue estabelecer relações nas quais conseguirá apresentar o sentimento de igualdade, principalmente com os mais velhos (Piaget, 1999, p. 61-62). Quando à vida social do adolescente, é relevante salientar que o contexto escolar exerce um papel significativo, porque o sujeito apresenta-se, às vezes, antissocial, tendo ínfimos interesses. Sendo assim, o contato com outros adolescentes no contexto escolar serve como base, mesmo que sejam relações impetuosas (Piaget, 1999, p. 63-64). Em síntese, o processo de aprendizagem não deve - ou pelo menos não deveria - ser estático, mas, sim, dinâmico e aberto a mudanças, propiciando a interação do sujeito com a sua realidade. Não obstante, para que isso se torne realizável, é indispensável, principalmente, a colaboração dos educadores, com ações que despertem o interesse dos estudantes pelo aprendizado (Silva, 2010, p. 10).

A Importância dos Brinquedos Pedagógicos feitos de Sucata

RESUMO Há uma importância muito grande na Educação Infantil. Mas, para isso ocorrer, passou-se muito tempo tratando essa educação como desnecessária e a criança assim foi sendo tratada como apenas mais um ser na sociedade. Nos dias atuais é lhe dado o valor merecido, com seus direitos constitucionais e, de certa forma, depositamos nelas a esperança de um mundo melhor, ensinando-lhe a não cometer os erros do passado. Através do Brincar, podemos orientar sobre a importância da preservação do meio ambiente, conscientizando e proporcionando alegria. Introdução A relevância da Educação Infantil nos dias atuais é tamanha que é possivel ver de forma significativa a evolução da visão social sobre a criança, as preocupações, assim como leis que amparam e dão direitos a elas. Hoje, há um estímulo precoce para aprendizagem, visando o futuro e o desenvolvimento das capacidades motoras, psicológicas, afetivas e, principalmente, o relacionamento social, considerando a educação escolar como ponte para a formação da criança. E quando acrescentamos o ensino com conscientização, preservação, o aprendizado fica mais completo, como brincar com brinquedos reciclados, uma forma diverdita de orientar. Educação Infantil e a Importância do Brincar Outrora na Idade Média a criança não era vista com olhos diferentes, como alguém que precisasse de um cuidado especial ou de uma educação específica, era tratada igual aos adultos, só lhe faltava ainda o treinamento para as atividades necessárias para sobrevivência. Dessa forma, eram consideradas como uma subclasse que amadureceria e tornaria-se um ser "racional". Já na Idade Mordena, há atenção e cuidados específicos para criança, que foram percebidos ser diferente dos adultos. No seculo XIX, registros nos mostram Friedrich Froebel, que viveu de 1782 a 1852 e foi um fundador dos primeiros modelos de instituição para educação infantil, utilizava jogos e brincadeiras no aprendizado. Froebel defendia ainda que, quanto mais ativa é a mente da criança, mais ela é receptiva a novos conhecimentos. Assim, considerando os sentidos da criança, o contato que ela cria com o mundo, respeitando os estágios de capacidade de aprendizado e suas características específicas, é que deve ser o ponto de partida para o ensino. (FERRARI 2008) Mas, somente em 1988 quando houve a Constiuição da República, começou-se a tratar a educação com importância, dando o direito a criança de tê-la. Incumbiu-se o governo de garantir esse direito. Em 1990, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolecente) reafirmou esses direitos constitucionais em relação à Educação Infantil. Quatro anos depois, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) publicou um documento para expansão de vagas e melhorias de atendimento, ressaltando a necessidade da qualificação do profissional e uma formação para atender a Educação Infantil. A Educação Infantil tornou se responsabilidade de Municipio, na rede pública de ensino, oferecido também pela iniciativa privada, sob a supervisão do sistema municipal de ensino. Saliento que não é obrigatoriedade o Município oferecer a Educação Infantil. Cabe ao município através de um estudo oferecê-lo. Vemos a relevância da Educação Infantil crescendo com passar dos tempos, o que tem acarretado em crianças melhores em todos os aspectos. Umas das características, dentre muitas, é o brincar acompanhando o crescimento dessa educação diferenciada da pré-escola. Assim, também temos estudiosos que ressaltam que a importancia do brincar na formação educacional é de significado tão grande para criança como trabalhar para um adulto, isso a faz feliz e a torna mais propensa a ter uma pesonalidade bondosa e amável. 2.2 Brincar Piaget diz que a criança exploradora, construindo seu conhecimento, dando enfasê na inter-relação do ambiente com o individuo, compreende a utilidade e funcionamento das estruturas do mundo. Vygotsky aponta o brincar na primeira infância um meio para o desenvolvimento psicológico e sócio-cultural da criança, sendo fundamental pelo fato de poder criar situações diversas, de forma que imaginaria aquilo que passaria despercebido pela criança na brincadeira se torna regra. Wallon defende o brincar e o brinquedo juntos como uma forma de estruturação do Eu da criança. Esse é um meio que possibilita a construção da personalidade. Quando se tem um espaço organizado para isso e a disponabilidade desse material, isso fundamentaria a fluidez das emoções e pensamentos, dando-lhe mais conhecimento para se desenvolver uma pessoa completa. Brincar nos mostra a importância de se movimentar, pois através disso nos relacionamos com os outros, meio ambiente, aprendemos mais sobre nós, limites, capacidades e solucionar problemas. Ainda encontramos pessoas que não desenvolveram as habilidades básicas, prejudicando assim seu desenvolvimento posterior. Por isso, a importância da atividade física, principalmente nas séries iniciais, como em todas as séries. Essa sociabilidade nos remete a uma caracteristica que é pecebida: a participação das atividades apenas por prazer, sem espera de recompensa ou castigo, assim, brincando, a criança busca um sentido para vida. Brincar com Brinquedos Reciclados Todo brinquedo confeccionado com material reciclável tende a dispertar nas crianças novos interesses, desenvolve grandiosamente a criatividade, mostrando as possibilidades de transformar objetos e também a destreza manual na confecção dos brinquedos. Pode ser em grupo, ensinando a interação social e a dividir o espaço. Essa atividade é recebida com muita euforia nas aulas, há muitas possibilidades para criação, as cores, formas, objetos, fazendo a criatividade se desenvolver mais ainda. Agora imaginemos todo esse aprendizado, junto com conscientização de meio ambiente, já que nos dias de hoje se fala tanto em qualidade de vida, sustentabilidade. Existem inúmeras possibilidades de práticas pedagógicas para se realizar isso dentro de sala de aula. Imaginemos projetos e trabalhos escolares que podemos fazer nas datas comemorativas, como semana do Meio Ambiente, dia da árvore ou dia da água. Enfim, acredito que daríamos, além de ensino, também a conscientização. Brincar com brinquedo reciclado não é apenas lazer, estimulação da criatividade ou outros aspectos relevantes na criança, ou ainda um bom gerenciamento do lixo. Quero abordar esse assunto como algo mais complexo, pois ao ter essa prática exercemos uma ação direta no meio ambiente e, consequentemente, na economia, no comportamento humano e na cultura de nosso país, que ainda não tem a prática habitual da reciclagem. Estamos orientando e conscientizando para a Educação Ambiental e os resultados serão grandes, pois haverá mudança nos valores e comportamento das crianças, como alunos e pessoas em sociedade.

Por que reciclar?

Hoje, vivemos um crescimento populacional muito grande. Com isso, crescem as indústrias e a quantidade de residuos orgânicos e inorgânicos. Dados de pesquisas nos mostram que, desde 1980, a produção desses resíduos tem aumentado consideravelmente. Para ter uma pequena noção, a produção de lixo por dia de uma pessoa é aproximadamente de 5 kg. Imagine isso em nível mundial. Só no Brasil, produzimos 240.000 toneladas por dia, incluindo todo tipo de lixo doméstico, tecnológicos, radioativos, hospitalar, agrícola, industrial. Por isso, a reciclagem, que significa transformar resíduos já utilizados em novos produtos, tem sido uma das soluções para uma vida sustentável. Importância da reciclagem Entendamos que, quando reciclamos, além de preservar o meio ambiente e gerar riquezas materiais com os produtos reciclados (vidro, papel, plástico, alumínio...), contribuímos para a diminuição da poluição de solo, ar e água. Essa relevância se abrange a outros segmentos do nosso dia a dia, que nos atingem de forma direta e indireta, como a economia, saúde, entre outros. Os benefícios da reciclagem para sociedade A sociedade tem sido umas das mais benificiadas com o trabalho da reciclagem. Hoje, muitas empresas estão adotando o processo de reciclagem para reduzir de forma significativa os custo da produção, visando menos poluição para o meio ambiente principalmente para as metrópoles. Estão sendo gerados muitos empregos através deste trabalho. Cooperativas estão sendo criadas e dando oportunidade e renda para muitas famílias carentes. Hoje, esta orientação está nas escolas. Muitas crianças, adolencentes e jovens, são orientados a separar seu lixo dentro de casa, sabendo que existe a reciclagem para todo tipo de lixo, principamente os eletrônicos. Há empresas que adotaram certas medidas que podem ser tomadas como exemplo. Quando uma pessoa vai comprar uma pilha ou qualquer tipo de bateria, se pede para que leve as que ele não usa mais e sejam encaminhadas para os centros de reciclagem. Se todos soubermos como utilizamos os recursos que temos, seja orgânico ou inorgânico, com consciência em breve teremos um mundo mais limpo, sustentável e mais desenvolvido. É nesse caminho que poderemos alcançar o tão sonhado desenvolvimento sustentável do planeta. Escola, familia e os cuidados com o meio ambiente A educação ambiental nasceu para dar consciência ecológica ao ser humano. Essa educação na familia e escola estão totalmente ligadas como um ciclo completo, precisam andar em conjunto para funcionar. São as fonte de aprendizado das primeiras idades, pois devem iniciar esse ensinamento. A criança precisa ser orientada a preservar a natureza no seio familiar e na escola, isso nos mostra o quão importante é que a familia tenha uma base de conhecimento prévio para passar. E na escola principalmente, pois é onde nascem os formadores de ideias. Segundo Munhoz (2004), uma das formas de levar educação ambiental à comunidade é pela ação direta do professor na sala de aula e em atividades extracurriculares. Através de atividades como leitura, trabalhos escolares, pesquisas e debates, os alunos poderão entender os problemas que afetam a comunidade onde vivem; levados a refletir e criticar as ações de desrespeito à ecologia, a essa riqueza que é patrimônio do planeta, e, de todos os que nele se encontram. E ainda diz: Os professores são a peça fundamental no processo de conscientização da sociedade dos problemas ambientais, pois, buscarão desenvolver em seus alunos hábitos e atitudes sadias de conservação ambiental e respeito à natureza, transformando-os em cidadãos conscientes e comprometidos com o futuro do país. Esse laço tende a se fortalecer mais para que obtenha sucesso na orientação ambiental pedagógica, lembrando que estamos visando um futuro não distante. É preciso agirmos com consciência.

domingo, 2 de novembro de 2014

Modelo de Proposta Pedagógica – Educação Infantil

A definição dos objetivos em termos de capacidades – e não de comportamentos – visa ampliar a possibilidade de concretização das intenções educativas, uma vez que as capacidades se expressam por meio de diversos comportamentos e as aprendizagens que convergem para ela podem ser de naturezas diversas. Ao estabelecer objetivos nesses termos, o professor amplia suas possibilidades de atendimento à diversidade apresentada pelas crianças, podendo considerar diferentes habilidades, interesses e maneiras de aprender no desenvolvimento de cada capacidade. Respeito à diversidade dos alunos é parte integrante da nossa proposta. Para que seja incorporada pelas crianças, a atitude de aceitação do outro em suas diferenças e particularidades precisa estar presente nos atos e atitudes dos adultos com os quais convivem na instituição. Começando pelas diferenças de temperamento, de habilidades e de conhecimentos, até as diferenças de gênero, de etnia e de credo religioso, o respeito a essa diversidade deve permear as relações cotidianas. É tarefa primordial da escola a difusão de conteúdos. Não conteúdos abstratos, mas vivos e concretos, portanto, indissociáveis da realidade social. Um ensino que segue a linha “diálogo – ação – compreensão – participação baseada em relações diretas da experiência do aluno, o que se presta aos interesses sociais, já que a própria unidade escolar pode contribuir para eliminar a seletividade social e torná-la democrática. A condição para que a escola sirva aos interesses sociais e garantir a todos um bom ensino, isto é, a apropriação dos conteúdos curriculares básicos que tenham ressonância na vida dos alunos. Entendida nesse sentido, a educação é uma das mediações pela qual o aluno, pela intervenção do professor e por sua própria participação ativa, passa de uma experiência inicialmente confusa e fragmentada, a uma visão organizada e unificada. Em síntese, a atuação da escola consiste na preparação do aluno para o mundo adulto e suas contradições, fornecendo-lhe um instrumental por meio da aquisição de conteúdo e da socialização, para uma participação organizada e ativa da democratização da sociedade. Se o objetivo da escola é privilegiar a aquisição do saber, e de um saber vinculado à realidade social, é preciso que os métodos favoreçam a correspondência dos conteúdos com os interesses dos alunos e que estes possam reconhecer nos conteúdos, o auxílio ao seu esforço de compreensão da realidade. Nossa proposta metodológica tem como finalidade o desenvolvimento do educando como um todo, através do desabrochar de vários aspectos da criança, inspirada nas teorias de Jean Piaget e Maria Montessori, adaptadas e transformadas ao ensino tradicional, através de planejamentos adequados a cada faixa etária, com conteúdo forte e constante, propiciando assim a estabilidade de ensino e lógica seqüencial do mesmo na vida escolar do aluno. Com inspiração na pedagogia inspirada na psicogenética de Jean Piaget e nas propostas educacionais de Maria Montessori, buscamos a integralização da criança através do desenvolvimento dos aspectos biológicos, psicológicos e sócio-culturais, de onde são originados todas as atividades dos currículos de cada curso, desenvolvidos mês a mês, semana a semana, através de planejamentos. - MATERNAL A idade para este curso vai de 18 (dezoito) meses 18 meses a 3 anos e 6 meses. Nessa fase, visamos explorar atividades que desenvolvam a criança fisicamente, socialmente e psicologicamente, estimulamos a linguagem oral através de histórias, dramatização e brincadeiras, respeitando, sempre, as diferenças individuais de cada um. - JARDIM I A idade para este curso vai de 3 anos e 7 meses a 4 anos e 6 meses. Nessa fase, visamos o desenvolvimento da criança nos principais conceitos básicos do esquema corporal, da orientação espacial, da organização temporal, do ritmo, da coordenação viso-motora, além de, buscar o desenvolvimento da linguagem como forma de comunicação. – JARDIM II A idade para este curso vai de 4 anos e 7 meses a 5 anos e 6 meses. Nessa fase, visamos o desenvolvimento integral da criança através de uma evolução harmoniosa nos aspectos biológicos, físico-motor, cognitivo e afetivo-emocional, dando realce à coordenação motora e ao preparo para a escrita ( período preparatório ). Buscamos o desenvolvimento da linguagem como forma de comunicação e ampliação do pensamento. Temos a preocupação com a pronúncia correta dos fonemas (prontidão para a alfabetização). Procuramos desenvolver conceitos básicos de cidadania, respeito mútuo, cooperação e colaboração com os colegas e todos os funcionários da escola, bem como a importância e o cuidado com a natureza. Através de conceitos básicos e material concreto buscamos o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático. - PRÉ A idade para este curso vai de 5 anos e 6 meses a 7 anos. Nessa fase, visamos o desenvolvimento integral da criança nos aspectos biológicos, psicológicos, cognitivos. Enfatizamos a coordenação motora escrita, a alfabetização da criança através da construção da língua escrita, relacionando letras e sons, discriminando e visualizando as famílias silábicas. Visamos o desenvolvimento do raciocínio lógico matemático e o domínio das quantidades numéricas.