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sábado, 18 de outubro de 2014

Infância e Novas Mídias RESUMO: Este trabalho visa compreender um pouco mais sobre a influência das novas mídias na educação dos jovens, analisando os prós e contras da utilização desta tecnologia dentro e fora da sala de aula. Com tantas renovações e inovações tecnológicas faz-se necessário a busca por métodos que possam mesclar tecnologia e educação sem afastar-se de métodos tradicionais de ensino e aprendizagem. É de extrema importância saber misturar o antigo com o novo em busca de uma educação que contagie e interesse a nova geração de alunos, possibilitando também que educadores se aprimorem e se qualifiquem cada vez mais em prol da qualidade de ensino no nosso país que se desenvolve em diversos campos, mas deixa ainda a desejar no âmbito educacional. INTRODUÇÃO: Com o avanço tecnológico torna-se quase impossível falarmos da infância hoje em dia sem a associarmos a jogos eletrônicos, Internet, DVDs, aparelhos celulares e brinquedos com controle remoto. As novas tecnologias e as novas mídias ajudam a formar crianças cada vez mais acostumadas a lidar com as maravilhas do mundo digital e, detalhe, cada vez mais cedo! Tal adaptação nos leva a questionar qual caminho será traçado pela nova geração: serão adultos "descolados" que sabem lidar com todas as tecnologias e mais informados ou serão crianças que perdem o interesse pelas brincadeiras simples e amadurecem antes do tempo perdendo a essência da infância que é imaginar? O tema da infância e as novas mídias têm influenciado diversos especialistas ao redor do mundo que, intrigados cada vez mais sobre como a infância está sendo afetada com as transformações tecnológicas, dedicam suas pesquisas a buscar compreender se a influência é predominantemente negativa ou se existe algo de positivo nessa nova forma de se desenvolver dos jovens. Para o professor David Buckingham (diretor do Centro de Estudos da Infância, Juventude e Comunicação da Universidade de Londres e especialista na relação entre comunicação e infância): "educar não significa apenas que os professores devam falar e os alunos escutarem. Significa também encorajar a participação das crianças na produção de mídias. Proteger as crianças da influência negativa das mídias está ultrapassado. As crianças precisam ser estimuladas por educadores preparados a lidar com as novas mídias e criar as suas." (Centro de Convivência da UFSC) É necessário investir na qualificação dos profissionais da educação para que estes, ao invés de inibir o uso das novas tecnologias por parte dos seus alunos, os encorajem a utilizá-las de forma a ajudar em seus estudos e na sua formação como indivíduo. É fundamental saber extrair coisas positivas deste impacto que, segundo outros especialistas, quando não utilizados de maneira correta, podem acarretar sérios prejuízos para as crianças e os adolescentes que crescem de forma cada vez mais precoce. Para muitos o tempo das brincadeiras inocentes na rua e dos desenhos animados na TV de casa parece ter ficado num passado distante da atualidade, isso não só influencia a formação intelectual, social como também a formação sexual dos jovens. A formação intelectual pode ser prejudicada se o hábito de pesquisar tudo o que for proposto em sala de aula seja feito através da Internet. O costume de pesquisar em livros, revistas, jornais e bibliotecas se extingue cada vez mais cedo. Até mesmo os trabalhos escritos são feitos em editores de textos que corrigem automaticamente a gramática, impedindo que os alunos aprendam com seus próprios erros. E esse modo de pesquisa não afeta somente os jovens com mais idade, pois é comum vermos crianças menores utilizando, cada vez mais cedo, os computadores, sejam eles domésticos ou das chamadas "lan houses". De acordo com os especialistas, as novas mídias e as novas tecnologias influenciam na mudança do sentido da infância. Se antes destas transformações as crianças eram diferenciadas pela etnia, classe social e cultura, hoje elas começam a se polarizar em grupos dos que vivem uma ?infância moderna? e os outros que ainda tem uma "nfância tradicional" Lilian Ivana Born é uma das pesquisadoras que avaliaram as influências das novas tecnologias na infância, em especial o uso do celular. Como antes foi mencionado uma nova divisão entre ?infâncias?, Lilian fez a seguinte declaração: "cerca da influência da tecnologia nas sociedades, entendendo que ela não é neutra, que altera e produz novos modos de vida, e com isso também uma nova representação de infância." Segundo a pesquisadora, as propagandas que disseminam as novas funções e os novos modelos, cada vez mais atrativos, despertam nesses indivíduos o desejo de posse desses aparelhos, criando assim uma nova realidade da infância: o consumismo precoce. O lado positivo do uso das novas mídias também deve ser avaliado, a TV, por exemplo, quando aliada de forma correta ao processo pedagógico pode complementar o processo de ensino-aprendizagem e interagir como um exercício intelectual e de cidadania. Mas para que isso realmente funcione, é necessário que nós pedagogos saibamos auxiliar as crianças de forma que elas, antes de qualquer coisa, aprendam a assistir à TV, podendo compreender as imagens e as mensagens enviadas. Promover a utilização da TV como recurso pedagógico é fazer com que a escola tenha o material que vai possibilitar a produção de conhecimento na criança. É o professor que define a escolha das imagens e o uso que dará a elas no processo pedagógico. "[...] as mídias apresentam-se, pedagogicamente, sob três formas: como conteúdo escolar integrante das várias disciplinas do currículo, portanto, portadoras de informação, idéias, emoções, valores; como competências e atitudes profissionais; e como meios tecnológicos de comunicação humana (visuais, cênicos, verbais, sonoros, audiovisuais) dirigidos para ensinar a pensar, ensinar a aprender a aprender, implicando, portanto, efeitos didáticos como: desenvolvimento de pensamento autônomo, estratégias cognitivas, autonomia para organizar e dirigir seu próprio processo de aprendizagem, facilidade de análise e resolução de problemas, etc."(LIBÂNEO, 2001, p. 70) . CONCLUSÃO: Diversão, educação, socialização e comunicação. Esses deveriam ser os tópicos formadores de uma infância saudável, porém num mundo tão desenvolvido, e com mais novidades surgindo diariamente, torna-se cada vez mais complicado não migrar a infância como conhecíamos para a "nfância do futuro"quase toda (ou toda) automatizada e individualista. Cabem a nós, futuros educadores, investirmos em conhecimentos específicos que possam unir as facilidades tecnológicas e midiáticas com a formalização da educação, interagindo com os alunos através do uso de ferramentas que lhe despertam o interesse pelos estudos (computadores, câmeras digitais, aparelhos celulares, etc.) e através deles transmitirem os conhecimentos e conteúdos que norteiam a ação pedagógica. Uma infância ideal é aquela onde as crianças disponibilizam de novos meios de diversão e informação, não deixando de lado as brincadeiras clássicas que as ajudam na socialização. Deste modo, unindo o passado e o futuro (cada vez mais se fazendo presente) poderemos ajudar a construir adultos inteligentes e sociáveis que, sabendo lidar com as novas tecnologias, apreciam a boa e velha forma de viver, ou seja, ainda num mundo real.

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