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terça-feira, 4 de novembro de 2014

COMPREENSÕES DO CONSTRUTIVISMO ACERCA DO CONTEXTO ESCOLAR

Na construção da sua teoria, Jean Piaget proferiu que o conhecimento nunca deve ser apresentado ao sujeito de maneira determinativa, fazendo emergir cogitações acerca do estado da pedagogia. Em consequência, percebe-se que, atualmente, as relações estabelecidas entre os professores e os estudantes têm recebido um novo caráter, sejam elas em escolas públicas ou privadas. Por exemplo, sendo mais propícias a diálogos, a mudanças, a dialéticas hodiernas e a recursos tecnológicos. No entanto, somente isso não faz com que a educação seja profícua. Portanto, serão elucidadas nos parágrafos a seguir algumas contribuições portentosas do teórico no que tange à educação. Conforme ressaltado nas partes incipientes deste artigo, o processo de aprendizagem está estritamente relacionado ao contexto social, cujo exerce influências eminentes para o seu desenvolvimento. Em consequência, ainda, não se pode furtar à magnitude que a influência dos educadores exerce aos estudantes, porque esses devem participar do processo de aprendizagem como mediadores das relações entres estes e as instituições sociais, não as deixando estarem inflexíveis e autoritárias. Não obstante, é relevante salientar que os estudantes também são responsáveis pelos seus desenvolvimentos, sendo proativos, ou seja, manifestando as suas reflexões, as suas criatividades, participando assiduamente e tendo auto-organização das informações instruídas (Silva, 2010, p. 9). Neste caso, torna-se indispensável proferir que o conceito de desequilíbrio psíquico, proposto por Piaget, embora seja uma conjuntura de perturbações, não é de todo pernicioso, ao contrário, poder ser essencial, porque possibilita o desenvolvimento do processo de aprendizagem: as dificuldades e os erros são artefatos da concepção do sujeito, portanto, não devem ser ignorados. Nesta linha de raciocínio, percebe-se que o papel do educador é o de apresentar ao estudante situações problemáticas acerca dos diversos contextos cujos ele esteja inscrito, assim, dando-lhe liberdade para descobrir novas possibilidades de ação, mesmo que as sejam meras utopias (Silva, 2010, p. 10). Segundo Piaget, nós, seres humanos, objetivamos frequentemente a estarmos à procura da organização e da generalização das nossas experiências e vivências, através de representações simbólicas. Compreendendo isso, portanto, os educadores podem possibilitar ao estudante novas discussões e experiências, despertando-lhe o raciocínio concreto (Silva, 2010, p. 10). Para isso, é indispensável que haja comunicação, porque os contextos nos quais o sujeito está inscrito devem ser compreendidos como grupos educativos, que se engajam em fazer emergir, sobretudo, discussões, reflexões e iniciativas de decisão. Ou seja, deve-se ter conhecimento de que a realidade é dinamizada e exige a participação do sujeito para que ele se compreenda e se desenvolva. Ademais, o contexto escolar exerce influências extraordinárias às crianças e aos adolescentes, pois eles estão, principalmente, em processo de aprendizagem. Sendo assim, Piaget ressalta postulando que devido a estas faixas etárias estarem relacionadas ao começo da escolaridade, sinaliza alterações significativas no que se refere ao desenvolvimento psíquico e social, porque (PIAGET, 1999, p. 40): Em cada um dos complexos da vida psíquica, quer se trate da inteligência ou da vida afetiva, das relações sociais ou da atividade propriamente individual, observa-se o aparecimento de formas de organização novas, que complementam as construções esboçadas no decorrer do período precedente, assegurando-lhes um equilíbrio mais estável e que também inaugure uma série ininterrupta de novas construções. (PIAGET, 1999, p. 40). Isso é perceptível no contexto escolar, pelo fato de ser ensejado às crianças certo nível de liberdade para trabalharem em grupo ou individualmente e, sobretudo, por poderem realizar a conversação durante as atividades designadas, notando-se diferentes comportamentos de conduta. No entanto, ao se objetivar em compreender o discernimento das crianças, daquilo que é particular e grupal, através das atividades realizadas individualmente e em coletivo no contexto escolar, pode torna-se uma tarefa complexa, pois elas objetivam-se, com frequência, a iniciarem o ato de conversação, mas, não é exato saber se praticam o ato de auscultação. Em verdade, é possível saber se as crianças dedicam-se ao mesmo trabalho, mas não se a intenção delas é a de ajuda mútua (Piaget, 1999, p. 41). Nesta perspectiva, Jean Piaget (1999) postula que, embora seja impreciso apreender o intuito das crianças ao estabelecerem as suas relações, é nesta fase da vida que ocorre o progresso dos relacionamentos interindividuais, em consequências as crianças tornam-se ativas para (PIAGET, 1999, p. 41): [...] cooperar, porque não confundem mais seu próprio ponto de vista com o dos outros, dissociando-os mesmo para coordená-los. Isso é visível na linguagem entre crianças. As discussões tornam-se possíveis, porque comportam compreensões a respeito do ponto de vista do adversário e procura de justificação ou provas para a afirmação própria. (PIAGET, 1999, p. 41). Em consequência, os seus comportamentos coletivos vão sendo construídos, notando-se com clarividência mudanças relacionadas a atitudes sociais. Quanto a isso, o contexto escolar disponibiliza-se de instrumentos como, por exemplo, jogos, cujos são essenciais para o desenvolvimento da moral, porque impõem às crianças regras de distintas ordens, destinadas a organizar as suas relações e o sentimento de perda e ganha. Isto é, ao invés das escolas apresentarem às crianças condutas impetuosas, munidas de crenças imediatas e de egocentrismo, devem apresentar-lhes condutas que fazem emergir o discernimento antes de agir, dando início à aquisição do juízo moral (Piaget, 1999, p. 41-42). No tocante aos adolescentes, percebe-se que os maiores, durante a inscrição no contexto escolar, são abarcados pelo sentimento de colaboração afetiva. Tornam-se tão solidários que, às vezes, fica complexo discernir se são deveras capazes de refletir com sensatez, de coordenarem os seus comportamentos com os dos outros, em consequência, se o processo de socialização é quem faz os seus pensamentos serem reforçados e interiorizados (Piaget, 1999, p. 41). Além disso, esta é uma fase decisiva, também, porque é quando a estruturação dos valores morais se dá realmente, tendo como consequência a sua organização e a sua hierarquização. Sendo relevante salientar que nesta fase da vida o sujeito, devido ao início da construção da sua personalidade, consegue estabelecer relações nas quais conseguirá apresentar o sentimento de igualdade, principalmente com os mais velhos (Piaget, 1999, p. 61-62). Quando à vida social do adolescente, é relevante salientar que o contexto escolar exerce um papel significativo, porque o sujeito apresenta-se, às vezes, antissocial, tendo ínfimos interesses. Sendo assim, o contato com outros adolescentes no contexto escolar serve como base, mesmo que sejam relações impetuosas (Piaget, 1999, p. 63-64). Em síntese, o processo de aprendizagem não deve - ou pelo menos não deveria - ser estático, mas, sim, dinâmico e aberto a mudanças, propiciando a interação do sujeito com a sua realidade. Não obstante, para que isso se torne realizável, é indispensável, principalmente, a colaboração dos educadores, com ações que despertem o interesse dos estudantes pelo aprendizado (Silva, 2010, p. 10).

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